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Dólar sobe e fecha acima de RS$2,50 com fluxo de saída

Por Fabio Gehrke SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira, em sessão de forte volatilidade e baixo volume de negócio marcada pela cautela dos investidores frente às incertezas do mercado cambial doméstico.

Reuters |

A moeda norte-americana subiu 1,33 por cento, a 2,508 real, maior patamar de fechamento desde 2 de maio de 2005.

"Hoje (o dólar) está volátil, e esta alta do final (da sessão) é fluxo de saída mesmo", afirmou Marcelo Voss, economista-chefe corretora Liquidez.

Apesar de fechar em alta de mais de 1 por cento, a divisa passou a maior parte da sessão perto da estabilidade oscilando entre os campos de alta e baixa, com baixo volume de operações.

Segundo dados preliminares da BM&F, o volume de negociado na sessão foi de pouco mais de 1,5 bilhão de dólares, sendo que aproximadamente um terço deste montante foi registrado na última hora de negócios.

"Temos um grande volume de incerteza se concentrando agora", afirmou Voss, explicando que os investidores estão procurando precificar qual será o tamanho da saídas de recursos neste final de ano, principalmente com a chegada de vencimentos de diversos contratos e remessas de empresas multinacionais.

Na véspera, dados do Banco Central mostraram que o fluxo cambial no país ficou negativo em 7,159 bilhões de dólares em novembro, fruto principalmente de saídas por transações financeiras.

"E como o Banco Central vai encarar?", afirmou Voss, ressaltando que a autoridade pode procurar atuar para estabilizar os mercados, como pode não intervir por perceber o movimento como uma reação pontual de curto prazo.

João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora, acredita que a forte saída de recursos do país é reflexo da crise econômica internacional."As empresas estão bastante preocupadas... se tivermos uma recessão no mundo à fora, vamos ter um superávit comercial menor."

Segundo os dados do BC divulgados na véspera, o país ainda acumula superávit cambial nas operações comerciais de 48,02 bilhões de dólares, frente aos 76,746 bilhões registrados no último ano.

E o diretor alerta: "O dólar pode subir ainda mais pelos números que vimos do fluxo divulgados pelo BC. É muito preocupante."

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