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Dólar sobe e fecha a R$ 2,365, mas cai 4,4% na semana

O mercado de câmbio doméstico operou com o dólar em alta e com fraco volume de negócios hoje. Os negócios foram influenciados pela volatilidade do dólar no exterior - com forte queda pela manhã ante o euro, a libra e o iene - e um fluxo cambial levemente negativo.

Agência Estado |

A pressão sobre o dólar à vista só foi reduzida em parte à tarde, após um leilão de venda de moeda do Banco Central e a inversão do euro para queda lá fora.

No fechamento, o dólar comercial foi cotado a R$ 2,365, em alta de 0,85%. Na BM&F, o dólar negociado à vista subiu 0,90%, também a R$ 2,365. Na maior cotação do dia, pela manhã, o dólar comercial atingiu R$ 2,406 (+2,60%). Contudo, nesta semana, a moeda norte-americana recuou 4,41%. No mês, ainda se registra valorização, de 2,20%; e, no ano, de 33,24%. O giro financeiro total à vista diminuiu à metade (53%) em relação ao da véspera, para cerca de US$ 1,450 bilhão.

Um operador de uma instituição estrangeira atribuiu a pressão sobre o mercado de câmbio a preocupações dos investidores no exterior com o futuro das montadoras norte-americanas, após o fracasso nas negociações do Senado, ontem, sobre a proposta para aprovar um plano de auxílio a GM, Ford e Chrysler. Em reação, houve aumento da aversão ao risco no início do dia e o dólar caiu forte no mercado de moedas, em especial ante o euro e o iene pela manhã, assim como as bolsas internacionais recuaram.

Contudo, a Casa Branca informou hoje que estuda opções para ajudar o setor automotivo dos EUA, apesar de não comentar qual será a estratégia para impedir potenciais pedidos de concordata da General Motors e da Chrysler. Essa sinalização renovou as esperanças dos investidores e o dólar devolveu as perdas em relação ao euro à tarde, enquanto os índices acionários em Wall Street passaram a oscilar entre leves altas e quedas. Em conseqüência, o dólar à vista reduziu os ganhos e a Bovespa acompanhou a ligeira melhora das bolsas em Nova York e operou em terreno positivo à tarde.

Em Nova York, o dólar caiu à mínima em 13 anos ante o iene na sessão na Ásia na madrugada de hoje, de 88,10 ienes, com investidores correndo para se proteger na moeda japonesa de baixo rendimento, apesar do alerta do presidente do Banco do Japão, Masaaki Shirakawa, na quarta-feira, de que o Ministério das Finanças tem a opção de intervir no câmbio se os movimentos forem fortes. Hoje, autoridades do ministério japonês demonstraram preocupação com a alta acentuada do iene e o vice-ministro, Naoyuki Shinohara, disse que o governo está pronto para tomar uma "ação apropriada" no mercado de câmbio, se for necessário. O ministro das Finanças japonês, Shoichi Nakagawa, contudo, disse que o ministério não considera uma intervenção no câmbio neste momento, mas que acompanha as movimentações no mercado, de acordo com informações da agência Dow Jones. No fim da tarde, o dólar reduziu a valorização para 91,08 ienes, de 89,35 ienes ontem.

Na Europa, os líderes da União Européia concordaram com um pacote de estímulo econômico calculado em cerca de 200 bilhões de euros (US$ 266,5 bilhões) para desviar da ameaça de uma "espiral recessiva". Os países membros do bloco concordaram em injetar nas suas economias o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco. Esta notícia favoreceu atrair compras de euro pela manhã. Na máxima do dia, o euro subiu até US$ 1,3417, de US$ 1,3367 ontem. Às 17h09, porém, o euro já havia invertido o sinal para queda, cotado a US$ 1,3361, de US$ 1,3367 na véspera.

No mercado doméstico, o dólar renovou a mínima do dia, de R$ 2,358 (+0,55%), logo após o leilão de venda do Banco Central, que teria negociado cerca de US$ 55 milhões, estimou um operador de uma corretora em São Paulo. Coincidentemente, o piso da moeda foi registrado quando a Bovespa ampliava os ganhos.

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