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Dólar sobe e fecha a R$ 2,295 com cenário externo ruim

A diminuição do apetite por risco nos mercados à tarde sustentou as quedas das bolsas e a valorização do dólar aqui e no exterior, neutralizando a pressão de baixa da moeda ante o real registrada durante parte da manhã em meio ao fluxo cambial positivo. Segundo um operador de tesouraria de um banco estrangeiro, após as vendas iniciais de moeda estimuladas por ingressos de recursos estrangeiros e interesses no enfraquecimento da taxa ptax (média), a ser usada na liquidação desse fluxo, os investidores passaram a ajustar posições de olho no cenário externo ruim e isso pressionou as cotações.

Agência Estado |

O Banco Central fez dois leilões na sessão, em que vendeu US$ 675 milhões para recompra em 1º de junho de 2009 e mais US$ 300 milhões no mercado à vista. Essas ofertas, contudo, foram insuficientes para conter o avanço da divisa norte-americana.

No fechamento, o dólar comercial subiu 0,88%, para R$ 2,295. Mas no mês, a moeda registra baixa de 1,71% ante o real. Na BM&F, o dólar negociado à vista também fechou em alta de 0,88%, a R$ 2,295. O giro financeiro total caiu 47%, para cerca de US$ 2,270 bilhões.

Diante das perspectivas negativas para a economia mundial este ano, das incertezas sobre a aprovação pelo Senado norte-americano do pacote de estímulo à economia do país, de US$ 819 bilhões, confirmado ontem pela Câmara dos Representantes, e ainda dos indicadores econômicos e balanços corporativos ruins nos EUA, os investidores acabaram retomando a cautela, disse um gerente de câmbio de uma corretora em São Paulo.

Ontem à noite, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um pacote de estímulo à economia de US$ 819 bilhões, mas sem nenhum voto dos 177 legisladores republicanos presentes à votação. O projeto de lei foi aprovado com 244 votos a favor e 188 contra.

Na semana que vem, uma versão um pouco diferente do pacote, que inclui mais US$ 68 bilhões em cortes de impostos, defendidos por republicanos, deverá ser votada no Senado. Depois disso, Câmara e Senado vão debater para chegar a uma versão final da lei. O presidente Obama espera que a versão conciliada do pacote seja ratificada antes do dia 15 de fevereiro.

Outra dúvida inquietante refere-se ao novo plano de ajuda aos bancos dos EUA, com a absorção dos "ativos tóxicos" pelo governo Obama. Autoridades do governo dos EUA que buscam renovar o resgate do setor financeiro discutiram gastar outros US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões para ajudar a restabelecer a saúde dos bancos, disseram pessoas com conhecimento da questão ao Wall Street Journal. O problema é que pelo tamanho desse potencial socorro o governo precisará pedir ao Congresso por mais recursos, o que poderá demorar um bom tempo.

Além dessas indefinições, os indicadores americanos continuam justificando perspectivas sombrias para o país. O Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que o total de auxílios-desemprego recebidos há mais de sete dias subiram 159 mil na semana encerrada em 17 de janeiro, para 4,776 milhões, o maior nível desde que o governo iniciou esse levantamento, em 1967. Além disso, as encomendas de bens duráveis do país caíram 2,6% em dezembro, para nível sazonalmente ajustado de US$ 176,80 bilhões, enquanto as vendas de imóveis novos recuaram 14,7% em dezembro, informou o Departamento de Comércio.

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