SÃO PAULO - O dólar encerrou os negócios nesta quarta-feira em forte alta, de 2,58%, cotado a R$ 1,867. A moeda americana registrou a maior alta diária em mais de um ano, seguindo o cenário global pessimista apesar da divulgação de dados do Banco Central mostrando que o fluxo cambial no país foi positivo no começo do mês.

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Seguindo a piora de sentimento externo e retirada de recursos do país, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perde valor. Por volta das 16h50, o Ibovespa declinava 5,83%, operando em 46.358 pontos.

Na mínima do dia até este horário, o índice Bovespa caiu aos 45.945 pontos (-6,67%).

A Bovespa mostra hoje mais um pregão de estresse, deixando para trás a recuperação da véspera (de 1,68%), com os investidores preocupados com a possibilidade de surgirem novas vítimas no setor financeiro global. Mesmo com a ajuda do governo norte-americano à seguradora AIG, o mercado continua muito contaminado e requer extrema cautela, dizem os especialistas.

Nos Estados Unidos, as bolsas também operam no vermelho no pregão desta quarta-feira. Por volta das 15h50, o Dow Jones registrava queda de 1,72%, e o Nasdaq recuava 3,04%.

Na madrugada desta quarta-feira, o Fed informou que a unidade distrital de Nova York emprestará até US$ 85 bilhões para evitar a falência da seguradora americana AIG, umas das maiores do mundo. Em troca, o governo dos EUA ficará com 79,9% de participação na seguradora, na forma de títulos chamados notes de participação acionária.

As notícias negativas continuam surgindo, colaborando para a idéia de que a crise se espalha. Os Money Market Funds (MMF), veículos de investimento que visam curto prazo com baixo risco, passaram a ser fonte de preocupação depois que um deles teve congelar os saques ontem. Também há receito com o Morgan Stanley, mesmo depois de o banco de investimento ter anunciado resultados acima do esperado na última terça-feira.

Os eventos dos últimos dias - falência do Lehman Brothers, venda do Merrill Lynch e o resgate da AIG - estão promovendo, também, uma rodada de zeragem de posições por parte dos fundos de hedge. Isso também ajuda a explicar as baixas acentuadas nas bolsas emergentes. A Bolsa da Rússia, por exemplo, teve que interromper o pregão pelo segundo dia consecutivo devido às baixas acentuadas.

Dólar

O dólar dispara ante o real, evidenciado o fluxo de saída. No mesmo horário, a moeda valia R$ 1,871 na venda, com acréscimo de 2,80%.

(Com informações do Valor Online e Agência Estado)

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