Após três dias em queda no mercado cambial brasileiro, o dólar ajustou-se hoje às altas da moeda em relação ao euro e ao iene e também aos ganhos das bolsas de valores americanas. O dólar comercial subiu 0,57% e fechou a R$ 1,597.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista terminou o dia cotado a R$ 1,5965, em alta de 0,60%. Sem um fluxo cambial expressivo na sessão, o giro financeiro total à vista diminuiu 36%, para cerca de US$ 2,391 bilhão.

Segundo operadores, o recuo do dólar ontem para R$ 1,588 - menor valor desde 20 de janeiro de 1999 - e o avanço externo da moeda americana hoje estimularam ajustes de posições. Além de o petróleo ter recuado 2,98%, para US$ 134,60 o barril em Nova York, e dos ganhos das bolsas em Wall Street, deram sustentação ao dólar comentários do presidente do banco central dos EUA, Ben Bernanke, de que a intervenção no câmbio, embora rara, pode ser justificada quando os mercados se tornam desordenados.

As Bolsas de Nova York subiram hoje, com a ata da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed, BC americano) sinalizando para a manutenção dos juros dos no curto prazo. Às 16h41 (de Brasília), no mercado de câmbio nova-iorquino, o euro ampliava as perdas, sendo negociado em US$ 1,5810 (em baixa de 0,60%), após cair à mínima do dia de US$ 1,5801. O dólar subia 0,24%, a 104,99 ienes.

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