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O dólar disparou nesta segunda-feira, acompanhando o derretimento dos mercados em meio a temores com o agravamento da crise financeira global. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,20 para venda, em alta de 7,53%. É a maior valorização percentual diária desde janeiro de 2002 e o maior patamar de fechamento desde setembro de 2006.


Pânico é a palavra que reflete a situação dos mercados por todo o mundo, segundo João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer. "Esse é o termo exato para isso, não tem outra coisa."

Em entrevista realizada próximo ao fechamento do mercado de câmbio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reconheceram o impacto da crise no Brasil e divulgaram medidas de combate a seus efeitos no país.

Entre elas, está a compra pelo BC de títulos "de primeira qualidade" de bancos brasileiros no exterior com compromisso de repassá-los novamente às instituições financeiras no futuro, com o objetivo de minimizar o impacto de crise externa sobre as linhas de crédito para o Brasil.

Para Milton Motta, operador de câmbio da corretora SLW, com o mercado à espera de "notícias concretas", a alta do dólar também teve um componente especulativo.

O Banco Central interveio no mercado de câmbio com leilão de swap (troca), realizado das 13h às 13h30. O BC vendeu, no leilão, 29,5 mil contratos de swap cambial, de uma oferta de 41,6 mil contratos.

O volume equivale a um valor financeiro de US$ 1,470 bilhão e a venda de cerca de 71% da oferta de cerca de US$ 2,080 bilhões. Nessa operação, o BC assume posição "vendedora" em câmbio e compradora em juros.

(Com informações da Agência Estado e da Reuters)

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