SÃO PAULO - O dólar comercial oscilou entre máxima de R$ 1,875 e mínima de R$ 1,820, ou mais de 3%, até fechar praticamente estável nesta sexta-feira. Ainda assim, com valorização acentuada em três dos cinco pregões da semana, a moeda subiu 6,50% na abertura do mês. Maior valorização semanal desde a 1ª semana de dezembro de 2008, quando o ganho registrado foi de 7,08%.

SÃO PAULO - O dólar comercial oscilou entre máxima de R$ 1,875 e mínima de R$ 1,820, ou mais de 3%, até fechar praticamente estável nesta sexta-feira. Ainda assim, com valorização acentuada em três dos cinco pregões da semana, a moeda subiu 6,50% na abertura do mês. Maior valorização semanal desde a 1ª semana de dezembro de 2008, quando o ganho registrado foi de 7,08%. Nesta sexta-feira, a moeda terminou com leve alta de 0,10%, negociada a R$ 1,849 na compra e R$ 1,851 na venda. Maior cotação desde 12 de fevereiro. Já na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar caiu 0,62%, para fechar a R$ 1,8465. O volume foi de US$ 82,5 milhões, 37% maior que o observado ontem. Já no interbancário, o giro estimado ficou em US$ 3,5 bilhões. Vale lembrar que ontem, o volume confirmado pelo Banco Central passou os US$ 9 bilhões. Segundo o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, mesmo com algum avanço no plano de resgate à Grécia, depois que Alemanha, França e outro países aprovaram a liberação de recursos, o mercado ainda está ressabiado. De acordo com o especialista, os investidores se perguntam se a Grécia não é apenas a ponta do iceberg. E que em breve, começarão a surgir problemas semelhantes na Espanha, Itália, Portugal e até mesmo em países maiores, como Inglaterra e França, dada a exposição dos bancos desses países aos títulos de dívida soberana de vizinhos. Voltando o foco para o mercado local, Rodrigues nota que apesar da forte puxada de preço na semana, não se pode falar em fuga de recursos do Brasil. O que acontece, na visão do especialista, é um movimento de compra de dólares em busca de proteção. O diretor lembra que as instituições estrangeiras têm grandes carteiras de investimento no Brasil e que são obrigadas fazer hedge (proteção) dessas exposições. Outro ponto que serviu para acalmar o mercado, segundo o especialista, é a forma de atuação dos bancos locais, que mesmo com toda a turbulência de seguiram vendendo dólares no mercado futuro. Ontem, em meio a toda a correria que se dava em busca de moeda americana, as instituições financeiras venderam 46.718 contratos (US$ 2,3 bilhões), elevando o estoque de posição vendida (apostas pró-real) para US$ 5,9 bilhões. Já os estrangeiros seguiram ampliando a posição comprada (aposta pró-dólar). Foram 38.298 contratos (US$ 1,9 bilhão) no pregão de ontem. Com isso, a posição comprada total subiu a US$ 3,85 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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