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Dólar sobe 6,44% hoje e já avança 25% no mês

O dólar registrou novamente forte alta hoje no mercado brasileiro. Não bastassem o tombo das bolsas de valores e a apreciação do dólar ante as moedas européias, por causa do temor de uma recessão global, também pesou sobre a confiança do investidor no mercado de câmbio a autorização do governo para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal adquirirem participação em instituições financeiras.

Agência Estado |

O dólar comercial subiu 6,44% e fechou o dia cotado a R$ 2,38. No mês, a alta acumulada já é de 25,13% e, no ano, de 34,08%. Na BM&F, o dólar negociado à vista subiu hoje 6,42, para R$ 2,3795. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 3,045 bilhões.

"A possibilidade de estatização de instituições financeiras em dificuldades pela Caixa e BB lembra o pacote de socorro aos bancos nos EUA e Europa e isso alimenta rumores sobre dificuldades de bancos e financeiras em honrar compromissos e abala a confiança do mercado", disse um operador. Por essas razões, os quatro leilões do BC hoje não foram suficientes para conter a escalada das cotações. Foram dois leilões de venda de contratos de swap cambial (em que a autoridade monetária assume posição vendedora em câmbio e compradora em taxa de juro), que totalizaram o equivalente a US$ 515,6 milhões, e dois de venda direta de dólares, num total estimado de cerca de US$ 432 milhões

Nas bolsas de valores, as quedas se deram por todo o mundo. A de Tóquio caiu hoje 6,8%; a de Londres, 4,46%; a de Paris, 5,10%; o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, cedia 4,56% às 17h14 (de Brasília); e o Ibovespa, da Bolsa brasileira, perdia 9,83%.

Pela manhã, o Diário Oficial da União foi publicado com a Medida Provisória 443, editada ontem, em que o governo autoriza o Banco do Brasil e a Caixa a adquirirem participação em instituições financeiras, públicas ou privadas, sediadas no Brasil. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou em entrevista coletiva à imprensa, porém, que não banco quebrando no País.

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