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Dólar sobe 3,2%, apesar de três leilões do Banco Central

O dólar fechou ontem em alta pelo terceiro dia consecutivo, refletindo o fluxo cambial negativo e os ajustes das cotações à valorização ante o euro e a libra esterlina, em meio à persistente saída de investidores dos mercados de ações e de commodities. O Banco Central (BC) tentou conter a alta com a venda de US$ 1,342 bilhão, mas a oferta foi insuficiente para atender à demanda.

Agência Estado |

Com isso, o dólar avançou 3,20%, para R$ 2,293, valor mais alto desde 24 de outubro (R$ 2,327). Nos últimos três dias, já subiu 6,35%, mesma taxa acumulada em novembro. No ano, foram 29,18%. No mercado futuro da BM&F, os negócios projetaram novas valorizações. Às 18h39, os contratos para dezembro eram fechados em alta de 2,92%, nos R$ 2,301, com volume de US$ 12,862 bilhões.

O BC retomou a venda direta de moeda em leilão no mercado à vista, segundo um operador, porque teria ocorrido demanda pontual de investidores para remessas para o exterior. Chegou-se a falar na saída de US$ 1 bilhão, mas o valor foi considerado alto, tendo em vista que o BC teria vendido em espécie apenas US$ 350 milhões. Ademais, o giro total à vista seguiu reduzido, observou a fonte. O volume negociado somou US$ 1,367 bilhão.

Outro fator de pressão sobre as cotações foi o fortalecimento externo da moeda ante o euro e a libra esterlina, amparado pela demanda de investidores que saíram das bolsas e de posições em commodities, principalmente do petróleo, em razão da perspectiva de desaquecimento da demanda.

No dois leilões de swap cambial desta quarta-feira, o BC vendeu os lotes integrais num total de 20 mil contratos com vencimento em 2 de fevereiro de 2009, equivalentes a cerca de US$ 992,2 milhões. Após o fechamento do mercado, o BC informou que fará hoje mais um leilão de venda de até 10 mil contratos de swap com vencimento em fevereiro. Essa oferta equivalente a US$ 500 milhões. Além disso, o BC fará um leilão de empréstimo de até US$ 2 bilhões, com vencimento em novembro de 2009.

O BC ainda divulgou os dados parciais sobre fluxo cambial em novembro, mas isso não mexeu diretamente com as cotações. De acordo com o BC, o fluxo cambial na primeira semana de novembro foi negativo em US$ 656 milhões, resultado do fluxo comercial negativo de US$ 213 milhões e de um financeiro negativo de US$ 442 milhões.

No fluxo comercial, as exportações somaram US$ 2,363 bilhões, sendo US$ 391 milhões de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) e de US$ 598 milhões de operações de pagamento antecipado. As importações somaram US$ 2,576 bilhões na primeira semana de novembro. No fluxo financeiro, as entradas de dólares foram de US$ 5,809 bilhões e as saídas, de US$ 6,252 bilhões.

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