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Dólar sobe 3,15% com volatilidade e saída de recursos

Por Fabio Gehrke SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta de mais de 3 por cento frente ao real nesta terça-feira, em sessão de forte volatilidade e com um movimento de saída de recursos apesar do bom humor nos principais mercados acionários globais.

Reuters |

Analistas também citaram uma pressão especulativa nos mercados futuros, o que impulsionou a cotação da moeda norte-americana, principalmente numa tarde de baixo volume de negócios.

O dólar subiu 3,15 por cento, a 2,392 reais. Durante a sessão, a divisa variou de 2,299 a 2,421 reais.

Nos primeiros negócios do dia, a moeda norte-americana chegou a cair quase 1 por cento, mas ainda na parte da manhã inverteu a tendência e passou a operar em forte alta.

"Teve uma saída que pode justificar um pouco essa alta, que também está muito calcada no mercado futuro", afirmou Luis Piason, gerente de operações de câmbio da corretora Concórdia.

Ele ressaltou que o baixo volume de negócios ajudou a amplificar as cotações, que ignoraram o otimismo observado nos mercados internacionais.

O principal índice da Bovespa e as bolsas de valores norte-americanas subiam perto de 2 por cento no final da tarde. Frente a uma cesta com as principais moedas globais, o dólar recuava 0,5 por cento.

Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper no Rio de Janeiro, também afirmou que uma saída de recursos impulsionou o dólar frente ao real, e alertou que a ausência de atuações do Banco Central no mercado à vista pode ter motivado um movimento especulativo.

"O BC tem uma visão mais ampla do mercado e, se não operou hoje, é porque pode se tratar de uma especulaçao no mercado futuro (de dólar)... mas na minha visão o que temos é algum fluxo de saída."

Para Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, o principal combustível para a alta do dólar nesta sessão foram os movimentos especulativos no mercado futuro.

"É uma reação tentando forçar o BC a entrar com os leilões de swap (cambial tradicional)", afirmou Nehme.

Segundo os últimos dados da BM&F, os estrangeiros detinham mais de 12 bilhões de dólares em posições líquidas compradas em contratos derivativos cambiais, que funcionam como uma forte aposta contra o real.

O Banco Central anunciou que ofertará ao mercado na quarta-feira até 2 bilhões de dólares em leilão para financiamento do comércio exterior.

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