O acirramento da aversão ao risco no mercado externo causou a fuga de investidores das bolsas e a busca de proteção em dólar, ontem, num movimento que amparou a valorização da divisa norte-americana ante o euro, a libra e moedas de países emergentes. No Brasil, os investidores se apegaram ao ambiente ruim lá fora para justificar um movimento especulativo com dólar futuro, que deu suporte extra ao avanço das cotações à vista pela 2ª sessão consecutiva.

O dólar avançou 3,04%, a R$ 2,443 no balcão - maior valor desde 9/12/2008 (a R$ 2,472). As bolsas nos EUA renovaram as pontuações mínimas em 12 anos e influenciaram os tombos das ações na Europa e no Brasil em meio à falta de perspectiva de recuperação da economia e do setor financeiro global. No centro dos temores estavam a seguradora americana AIG e o banco inglês, HSBC. Em Nova York, o índice Dow Jones terminou na menor pontuação desde 25 de abril de 1997, aos 6.763,29 pontos; e o S&P-500 fechou no nível mais baixo desde 25 de outubro de 1996, aos 700,82 pontos. A Bovespa teve a maior queda porcentual num único dia desde 12 de janeiro, de 5,10%, e voltou ao nível de 5/12/2008, aos 36.234,69 pontos. O juro de janeiro de 2010 subiu a 10,66%.

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