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Dólar sobe 1,87% na semana e fecha a R$ 1,638

O dólar prosseguiu em correção no mercado de moedas hoje e registrou a nona alta ante o real das 11 sessões deste mês. O ajuste da moeda norte-americana está sendo amparado pelo receio com a proliferação da retração econômica dos Estados Unidos para a Europa e o Japão e a queda de preços das matérias-primas (commodities).

Agência Estado |

Hoje, indicadores norte-americanos um pouco melhores que o esperado deram fôlego a essa trajetória. No exterior, a moeda norte-americana atingiu durante a sessão nova máxima em seis meses ante o euro, de US$ 1,4662, e levou a libra esterlina para a mínima em dois anos, de US$ 1,85115.

No Brasil, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,68%, a R$ 1,638, maior cotação desde 11 de junho (quando fechou a R$ 1,642). Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista avançou 0,71%, para R$ 1,6385. Com um fluxo cambial mais fraco, o giro financeiro total à vista diminuiu 48% hoje, para cerca de US$ 3,706 Bilhões.

Os investidores continuam apostando contra o real, porque enxergam que, embora o dólar internamente tenha tido correção recente, ainda tem espaço para subir mais. Um dos parâmetros, segundo um operador de um banco estrangeiro, é o diferencial de valorização apurado recentemente pelo dólar ante o euro.

Para ter idéia, levando em conta a cotação do euro das 16h59 (de Brasília), de US$ 1,4676, a moeda apurou esta semana queda de 2,26% ante o dólar e perdeu 5,94% em agosto. Já o dólar comercial subiu 1,87% na semana e 4,56% este mês.

Hoje, o índice de sentimento do consumidor norte-americano calculado pela Universidade de Michigan deu ânimo às compras de dólar, embora tenha ficado levemente abaixo do esperado. Segundo operadores, talvez os investidores estivessem esperando por um número pior para realizar lucros e como isso não ocorreu os investidores responderam vendendo euros. O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan subiu para 61,7 em meados de agosto, de 61,2 em julho. Economistas esperavam aumento para 62,0.

Um relatório divulgado hoje pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), indicando um aumento dos estoques de óleo no mundo em função da desaceleração econômica global, deu fôlego à correção global do dólar e adicionou pressão de baixa à commodity.

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