O dólar teve o primeiro negócio fechado hoje na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) à cotação de R$ 2,33 e às 9h30 subia 1,51%, para R$ 2,36. O mundo continua computando o pessimismo em relação à atividade global e os principais ativos financeiros perdem valor.

A queda é firme nas bolsas européias e nos índices futuros norte-americanos. O dólar opera de lado ante o euro. O petróleo também recua. A perspectiva para o câmbio doméstico continua sendo de desvalorização do real.

Apesar da forte injeção de liquidez do Banco Central, as cotações do dólar seguem pressionadas pela demanda interna pela moeda. Além do fluxo de recursos predominantemente negativo, o mercado continua contaminado pelo desmonte e rolagem da exposição cambial das empresas. Segundo operadores, embora as fortes exposições de grandes empresas estejam equacionadas total ou parcialmente, a cada dia surge uma novidade nesse front. E, agora, os investidores temem o impacto da desvalorização cambial nos resultados das empresas.

O alívio continua vindo do Banco Central. Ontem, houve três leilões de dólar. Hoje, estão agendados mais dois. O Banco Central dará continuidade ao processo de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional que vencem em 1º de dezembro de 2008. Segundo comunicado enviado ao mercado ontem, após pesquisa de demanda, o BC ofertará até 52 mil contratos de swap cambial para quatro vencimentos. A oferta equivale a valor de cerca de US$ 2,6 bilhões.

O Banco Central oferta também até 10 mil contratos de swap cambial com vencimento em 2 de fevereiro de 2009. No total, a operação equivale a aproximadamente US$ 500 milhões.

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