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Dólar sobe 1,48% em pregão de giro muito baixo

SÃO PAULO - O pequeno volume de negócios no mercado cambial nesta segunda-feira dificultou a análise de trajetória divisa, que fechou com valorização relevante. Agentes de mercado ponderam que a desvalorização do petróleo contribuiu para o movimento, assim como a baixa do dólar em relação ao euro.

Valor Online |

Na roda de dólar pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o dólar com vencimento em dois dias (D+2) não foi negociado pois não haverá liquidação na quarta-feira, véspera de Natal. Assim, o dólar com vencimento em um dia (D+1) fechou cotado a R$ 2,3985, com baixa de 1,49% em relação ao pregão anterior e giro financeiro de US$ 71 milhões.

Com sinal inverso, o dólar comercial fechou com alta de 1,48%, cotado a R$ 2,393 para a compra e R$ 2,395 para a venda. Na máxima do dia a divisa chegou a valer R$ 2,4170, forte variação em relação à mínima do dia, de R$ 2,35. O giro interbancário com dólar de vencimento de 1 dia negociado hoje foi de apenas US$ 200 milhões. Em geral, o D+2 movimenta sempre mais de US$ 1 bilhão.

Com o contrato de dois dias fora de negociação, os agentes ponderam que a maior parte dos negócios acabou se concentrando mesmo na última sexta-feira. Com o giro pequeno, a cotação da moeda ficou vulnerável a parcas negociações, com tendência compradora.

Daniel Negrisolo, operador da corretora Terra Futuros, acredita que a baixa dos preços internacionais do petróleo afeta as negociações da moeda, por pressupor receitas menores com a venda do produto e portanto menos liquidez em dólares para o câmbio doméstico.

Mesmo com poucos negócios, hoje o Banco Central anunciou leilão de venda no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 2,3770. A operação que, se bem sucedida resultaria em acomodação da divisa, teve efeito contrário. Após a oferta a divisa começou a subir com mais força, até fechar próximo das máximas do dia.

Paulo Petrassi, sócio gestor da Leme Investimentos, reitera a avaliação sobre falta de liquidez, mas lembra que a tendência para a divisa ainda é de alta, dado o cenário global de incerteza. "A Ptax (média mensal da moeda) tende a ser um pouco para cima neste ano complicado", diz.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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