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O dólar comercial manteve trajetória de alta ao longo de todo o dia, e encerrou esta quarta-feira cotado a R$ 1,597, com alta de 0,57%. A moeda americana devolveu parte da forte queda acumulada nos últimos dias.

Após cair 1,6% nas últimas cinco sessões, o dólar voltou a buscar o patamar de R$ 1,60.

A recuperação do dólar frente ao real também foi sustentada pelo movimento da divisa em relação a uma cesta das principais moedas globais.

Nesta tarde, as bolsas de valores norte-americanas operavam em forte alta, repercutindo o otimismo com o recuo dos preços do petróleo e com os resultados acima do esperado do banco Wells Fargo.

Milton Mota, operador da SLW Corretora, afirmou que o dólar teve mais um movimento de ajuste e ponderou que a tendência de queda da divisa continua.

"O mercado está achando que deve entrar dinheiro da Vale e que parte desse dinheiro deve vir de fora. Por isso (o dólar) está se mantendo abaixo de R$ 1,60 real", afirmou Mota. "Eu não vejo esse dólar para cima."

Apesar da forte entrada de recursos nos últimos dias, o Banco Central divulgou que o fluxo cambial está negativo em US$ 828 milhões nas duas primeiras semanas de julho. As operações financeiras no período acumularam saldo negativo de US$ 3,441 bilhões.

Ainda assim, o país registra entrada líquida de US$ 14,106 bilhões em 2008.

Ontem, a moeda americana fechou com desvalorização de 0,37%, a R$ 1,585 a compra e R$ 1,587 na venda, chegando ao menor valor desde janeiro de 1999.

Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu o pregão de hoje em alta e oscilou durante a manhã, mas no início desta tarde se firma no território positivo. Por volta das 16h, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, registrava alta de 1,23%, aos 61.762 pontos.

A boa notícia do dia nos mercados nacionais foi que o  Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,69% na semana encerrada ontem, ante 0,79% na semana anterior (até dia 7 de julho); por outro lado, o IGP-10 de julho fez o caminho contrário, fechando em alta de 2%, ante 1,96% de junho. "A inflação doméstica só preocupa se ela vier muito acima do esperado. O que importa são os números lá fora", diz um outro profissional do mercado de ações, comentando que os números de inflação não devem influenciar os negócios na Bolsa hoje.

(Com informações do Valor Online, Reuters e Agência Estado)

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