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Dólar sobe 0,26% e encerra o dia cotado a R$ 2,29

Após oscilar 1,72% na sessão, a cotação do dólar no mercado à vista terminou em alta, pelo segundo dia consecutivo. O dólar comercial subiu 0,26% e fechou cotado a R$ 2,29.

Agência Estado |

Na BM&F, o dólar negociado à vista também avançou 0,26%, para R$ 2,289. Mesmo com um fluxo cambial positivo pela manhã, com pelo menos um ingresso financeiro privado identificado de cerca de US$ 250 milhões, a moeda não oscilou apenas na direção da queda. Ao contrário, a sessão foi marcada pela volatilidade, influenciada pelo mercado externo, disse um operador de um banco estrangeiro. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 3,909 bilhões.

O vaivém persistiu nas bolsas internacionais e na Bovespa, assim como no mercado de moedas, onde o dólar recuperou as perdas do dia ante o euro e a libra em meio a notícias ruins sobre a economia europeia. Uma delas é que a taxa de desemprego no Reino Unido atingiu o maior nível em nove anos durante janeiro, refletindo uma contração sem precedente na oferta de emprego e aumento no número de demissões. O relatório sobre a inflação do Banco da Inglaterra e declarações do presidente da instituição sugerem que será necessário maior flexibilização da política monetária, "provavelmente incluindo ações direcionadas a um aumento na oferta de dinheiro para estimular os gastos nominais".

A escassez de detalhes sobre o plano de estabilização financeira do governo norte-americano, apresentado ontem pelo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, não foi sanada hoje durante audiência do secretário no Comitê de Orçamento do Senado, afirmou a fonte da instituição estrangeira consultada. Contudo, há expectativas no mercado de que o Congresso dos EUA e a Casa Branca estariam perto de firmar um acordo sobre um pacote de recuperação econômica no valor de US$ 789,5 bilhões, mantendo a iniciativa no rumo para uma votação no final desta semana.

Diante das dúvidas sobre a implementação dos pacotes de ajuda aos bancos e de estímulo à economia do país, os investidores prosseguiram hoje ajustando posições nos mercados. Às 17h14 (de Brasília), o euro caía 0,19%, para US$ 1,2868. Nesse horário, o índice Dow Jones perdia 0,25%. No Brasil, a Bovespa caía 2,24%.

No mercado doméstico, o Banco Central realizou um leilão de dólares destinado ao comércio exterior. Contudo, segundo um operador, essa operação não influenciou a formação de preço do dólar à vista, porque se trata de leilão de linha e não venda direta de moeda. Nessa operação, a autoridade repassou o lote integral ofertado de US$ 1 bilhão.

Também não afetou os negócios a informação do Banco Central de que o fluxo cambial em fevereiro até o dia 6 ficou positivo em US$ 345 milhões. Este resultado refletiu um superávit comercial de US$ 246 milhões (exportações de US$ 2,515 bilhões e importações de US$ 2,269 bilhões) e ingressos líquidos pela conta financeira de US$ 99 milhões (com entradas de US$ 4,048 bilhões e saídas de US$ 3,949 bilhões). No ano até 6 de fevereiro, o fluxo cambial segue negativo, em US$ 2,673 bilhões.

Em relação à concessão de crédito aos exportadores, a autoridade monetária informou que a média diária na concessão de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) foi de US$ 164,26 milhões de 2 a 6 de fevereiro. O valor é 44,22% maior que a média diária de janeiro, que foi de US$ 113,90 milhões.

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