SÃO PAULO - A formação da taxa de câmbio segue descolada de qualquer um de seus drivers habituais. O dólar opera em alta contra o real, mesmo com valorização nas bolsas de valores, maior preço das commodities e queda no preço da moeda americana contra o euro e a libra.

Por volta das 15h25, a moeda americana era negociada a R$ 1,766 na compra e R$ 1,768 na venda, valorização de 0,16%. No mercado futuros, o dólar para abril ganhava 0,14%, a R$ 1,7715.

A explicação que sobra é a ocorrência de fluxos negativos no mercado, ou seja, as remessas ultrapassam as entradas nesta terça-feira. Os operadores também notam a ausência de um grande banco no mercado.

A divulgação do desfecho da reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, também não parece ter influenciado o câmbio local. Conforme o esperado, a taxa básica de juros foi mantida entre zero e 0,25% ao ano.

No comunicado, o Fed manteve o inalterado o parágrafo no qual aponta que o juros devem seguir excepcionalmente baixos por um longo período de tempo.

Como em janeiro, a decisão não foi unânime. Thomas M. Hoenig voltou a discordar, apontando que essa sentença sobre juros baixos por muito tempo deveria ser retirada do comunicado, pois ela pode levar a desequilíbrios financeiros e elevar os riscos à estabilidade macroeconômica e financeira no longo prazo.

(Eduardo Campos | Valor)

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