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Dólar salta 2,32% e tem maior alta em mais de 7 meses

Por Fabio Gehrke SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em forte alta nesta quinta-feira, ultrapassando o patamar de 1,71 pela primeira vez desde abril, com a deterioração do sentimento dos investidores nos mercados financeiros globais.

Reuters |

A moeda norte-americana saltou 2,32 por cento, para 1,717 real, a maior alta percentual de fechamento desde 21 de janeiro. Em apenas quatro sessões, a divisa já acumula alta de mais de 5,21 por cento em agosto.

Segundo Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez, a forte deterioração dos mercados financeiros nesta quinta-feira não se deve a fatos isolados, 'não teve um único fato, é como se todo mundo no mercado chegasse a mesma conclusão ao mesmo tempo... Caiu a ficha de que a retração vem mesmo.'

'É aversão ao risco de forma global, nada específico do Brasil', ressaltou o economista-chefe explicando que nesta sessão houve um movimento global de repatriamento de capital.

'Temos uma 'zerada' de posições, fuga de renda variável e busca por títulos do governo norte-americano.'

A poucos minutos do fim do pregão, os principais índices acionários norte-americanos caíam quase 3 por cento, enquanto o Ibovespa recuava mais que 3 por cento. O risco-país subia 8 pontos-básicos para 260 pontos.

A busca por um refúgio seguro gerou a maior demanda dos Treasury norte-americanos desde março.

'As coisas na Europa estão bem ruins, isso (avala) o euro e, por si só, causa um efeito inverso no dólar', afirmou Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora lembrando que a desvalorização do real apenas refletia um movimento negativo mais amplo dos mercados financeiros.

Os banco centrais europeu e da Inglaterra deixaram suas taxas de juros inalteradas.

O dólar atingia o seu maior patamar do ano em relação ao euro. Frente a uma cesta com as principais moedas, o divisa subia mais de 0,6 por cento. Nos países emergentes a alta era ainda maior e a moeda chegou a avançar 1 por cento frente à lira turca e ao peso mexicano.

Forgione ressaltou ainda a queda dos preços das commodities, principalmente do petróleo. 'Isso alavanca a moeda (norte-americana)', lembrou, afirmando que a nova tendência pode seguir no curto prazo mas que ela pode ser contida pela entrada dos exportadores e pelo aumento do juro interno, que deve ocorrer na próxima semana.

Em uma pesquisa Reuters divulgada nesta quinta-feira todos os economistas ouvidos esperam que o ritmo do aperto monetário no Brasil deve continuar em 0,75 na reunião do Comitê de Política Monetária na próxima quarta-feira.

No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A autoridade monetária definiu a taxa de corte a 1,6900 real, e aceitou, segundo operadores, três propostas.

(Edição de Alexandre Caverni)

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