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Dólar reverte ganhos da manhã e fecha a R$ 2,372, baixa de 0,71%

SÃO PAULO - A formação da taxa de câmbio segue marcada pela volatilidade. Enquanto os preços no mercado futuro sustentam uma trajetória de queda, o mercado à vista mostra certa resistência à pressão vendedora.

Valor Online |

Depois de subir a R$ 2,404 na máxima, o dólar comercial mudou de direção e fechou a terça-feira negociado a R$ 2,370 na compra e R$ 2,372 na venda, baixa de 0,71%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa também teve desvalorização de 0,71%, fechando a R$ 2,370. O giro financeiro somou US$ 134,25 milhões.

Segundo o gerente da mesa de câmbio da Corretora Souza Barros, Vanderlei Arruda, parte da resistência à queda no preço da moeda norte-americana pode ser atribuída à atuação dos "comprados" (agentes com apostas contra o real), que tentam segurar a taxa em patamar elevado para remunerar suas posições.

De acordo com Arruda, percebendo isso, o Banco Central deixou de atuar na venda de swaps há algumas semanas, tirando a liquidez que permitia o giro dessas posições.

Ainda de acordo com o especialista, as perdas do dia só não foram mais acentuadas em função da expectativa quanto à decisão de juros do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano. Por volta das 17h15, o Fed apresenta a taxa básica e o consenso é de queda de 1% para 0,5% ao ano.

Como ontem, o Banco Central vendeu moeda no mercado à vista, com taxa de corte foi de R$ 2,36. Para Arruda essas ofertas devem continuar acontecendo, forçando os comprados a desfazer suas posições. O gerente lembra que nesta época do ano grande parte dos investidores tende a zerar suas posições. Algo que também é válido para o mercado de dólar futuro.

Ao contrário do esperado no começo do mês, o gerente observa que não estão sendo verificados volumes expressivos, tanto de entrada quanto de saída de dólares. Algo que poderá ser confirmado amanhã, pelo relatório semanal do Banco Central.

De acordo com Arruda, as liquidações de posições financeiras com saída de recursos do país são bem menos intensas do que as observadas em setembro, outubro e novembro. " Grande parte dos fundos e empresas que precisavam zerar posições ou remeter para fazer frente às necessidades de caixa já fez isso. "
Ainda hoje, a autoridade monetária sonda o mercado para verificar as condições de demanda para continuar rolando os contratos de swap que vencem em janeiro de 2009. Três operações desse tipo já foram realizadas na semana passada. Confirmada a existência de demanda, o leilão acontece amanhã.

O BC também anunciou que realizará, na quarta-feira, leilão de dólares com compromisso de recompra (leilão de linha) ofertando três prazos - de 45, 73 e 103 dias - para tomar de volta os dólares vendidos ao mercado.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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