Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dólar reflete cenário negativo e fecha com alta de 1,71%, a R$ 2,372

SÃO PAULO - Depois de dois pregões seguidos de baixa, a moeda norte-americana retomou a trajetória de alta ante o real. Dão respaldo à valorização no preço da divisa o ambiente externo negativo, a maior aversão ao risco e as commodities operando em baixa.

Valor Online |

Além disso, o dólar também ganhou valor sobre a libra esterlina e o euro.

Em alta desde o começo do pregão, o dólar comercial fechou com valorização de 1,71%, negociado a R$ 2,370 na compra e R$ 2,372 e na venda.

No meio da tarde, o Banco Central ofertou moeda no mercado à vista, a R$ 2,3578. Mais cedo, a autoridade monetária também rolou 92% do lote de 54 mil contratos de swap que vencem em fevereiro. A operação que movimentou US$ 2,46 bilhões. O BC também comunicou que sonda o mercado ainda hoje para mais um leilão de rolagem amanhã.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve valorização de 1,67%, fechando a R$ 2,371. O giro financeiro somou US$ 195,25 milhões. No interbancário, o movimento foi de US$ 1,52 bilhão, cerca de três vezes maior que o observado ontem.

Segundo o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, o preço do dólar é reflexo das contas externas brasileiras, que começam a piorar de forma mais acentuada como reflexo da menor atividade econômica no mundo todo. Vale lembrar que ontem, foi anunciado déficit de US$ 378 milhões no saldo comercial da terceira semana de janeiro.

Além da conta comercial, não há expectativa de ingresso significativo de dólares via investimento estrangeiro direto e indireto. Portanto não há como imaginar o dólar em trajetória de baixa.

Outra parte do preço da moeda estrangeira representa o que acontece no mundo. As bolsas seguem em baixa e é constate a preocupação com a saúde de bancos na Europa e nos Estados Unidos. A aversão ao risco também leva os investidores a buscar proteção na moeda norte-americana e sinal disso foi o preço da libra. A moeda caiu para baixo de US$ 1,4 pela primeira vez desde 2001.

"O problema ainda está na confiança. Um banco não acredita no outro. E tem que ser feita alguma coisa para resolver isso", avalia Medeiros, apontando que a melhor solução para esse tipo de problema é seguir o modelo brasileiro do Proer, com o governo assumindo os ativos podres e liquidando as partes boas das instituições.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG