O dólar comercial reduziu a forte alta verificada na primeira hora de negociações para R$ 2,35, após duas intervenções do Banco Central por meio de leilões de venda de moeda. Na taxa máxima registrada nesta manhã no mercado interbancário de câmbio, até as 11h15, o dólar atingiu R$ 2,45.

No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar dos contratos de liquidação à vista chegou a ser negociado a R$ 2,53, na máxima.

No primeiro leilão, o BC vendeu dólares a R$ 2.4485. Na segunda oferta, a taxa caiu para R$ 2,37 por dólar. Ontem o dólar comercial havia encerrado o dia a R$ 2,312.

A pressão do dólar no mercado doméstico era atribuída, por alguns operadores, à trajetória de queda que viviam outras divisas de países emergentes nesta manhã. No México, a queda do peso rondava 14%, na Austrália o dólar australiano ultrapassava 9% de baixa, na África do Sul o rand perdia mais de 5% e na Nova Zelândia, o dólar neozelandês caía mais de 7%.

Em ação coordenada, sete bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed, banco central americano), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE), reduziram suas taxas básicas de juro em 0,5 ponto porcentual - exceto o Banco da China, que reduziu o juro em 0,27 ponto porcentual.

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