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Dólar recua pelo 2º dia e fecha cotado a R$ 2,43

Após subir no início do dia até R$ 2,51 (alta de 1,54%) amparado por uma saída de dividendos de cerca de R$ 1 bilhão, o dólar apagou os ganhos e passou a cair em meio aos leilões do Banco Central, o recuo da moeda norte-americana ante o euro e a alta das bolsas internacionais e dos preços das commodities (matérias-primas). No exterior, os investidores elevaram o apetite por risco na expectativa de progressos em relação a um pacote de auxílio às montadoras dos EUA, que pode ser votado ainda hoje pela Câmara de Representantes.

Agência Estado |

Na mínima do dia, à tarde, o dólar comercial foi cotado a R$ 2,420 (-2,10%), enquanto a Bovespa exibia ganhos em torno de 4%.

No fechamento, o dólar persistiu em queda pela segunda sessão seguida. O dólar comercial caiu hoje 1,70%, a R$ 2,43. Na BM&F, o dólar negociado à vista também fechou a R$ 2,43, em baixa de 1,66%. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 2,650 bilhões.

Como essa de saída de cerca de R$ 1 bilhão foi fechada pela taxa ptax (taxa média ponderada do dólar à vista pelo volume de negócios) de hoje, que será definida pelo BC após o fechamento do mercado, a puxada do dólar no começo da sessão, segundo um operador de um banco em São Paulo, foi estratégica e beneficiaria os vendidos nessa operação. "Prevendo essa operação, os vendidos teriam pressionado o dólar na abertura, na tentativa de fortalecer ao máximo a ptax, mas a queda das cotações ao longo do dia também seria favorável, o que ocorreu com a ajuda do BC e do cenário externo. Com o recuo final do dólar, após a formação de uma ptax tudo indica mais forte, os vendidos (investidores que apostam na queda da taxa) têm chance de maximizar ganhos na operação", explicou.

Tendo em vista esse fluxo negativo, o BC vendeu hoje cerca de US$ 380 milhões no mercado. Ainda na primeira parte dos negócios, a autoridade fez um leilão de venda de moeda, em que a taxa de corte foi fixada em R$ 2,46. Nesta operação, foram negociados cerca de US$ 220 milhões, estimou um operador de uma corretora paulista. À tarde, o BC voltou a vender moeda, desta vez à taxa de corte de R$ 2,424, e teria negociado cerca de US$ 160 milhões.

No início da tarde, o BC também realizou a segunda tranche da rolagem do vencimento de US$ 9,6 bilhões em contratos de swap cambial em 2/1/2009, dos quais US$ 6,2 bilhões já foram renovados. Amanhã, o BC fará pesquisa de demanda após o fechamento do mercado cambial para avaliar se dará ou não continuidade a essa rolagem. Na segunda tranche hoje, o BC vendeu 61.000 contratos de swap cambial com três vencimentos ou US$ 3,010 bilhões, de uma oferta de 70.000 contratos. Ontem, em operação semelhante, a colocação somou US$ 3,221 bilhões.

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