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Dólar perde valor pelo quarto dia e vale R$ 2,254

SÃO PAULO - Com bolsas e commodities em alta, o ambiente se manteve favorável ao desmanche de posições defensivas montadas em moeda norte-americana. E pelo quarto dia seguido o dólar caiu ante o real, firmando posição abaixo dos R$ 2,30.

Valor Online |

O dólar comercial fechou a sexta-feira com desvalorização de 1,48%, negociado aos R$ na 2,252 na compra e R$ 2,254 na venda. Na semana a divisa caiu 2,76%, e completa três semanas seguidas com perda de valor.

O Banco Central seguiu ausente do mercado. Segundo alguns players, isso mostra aumento no fluxo positivo de moeda no mercado físico. O último leilão de venda aconteceu na terça-feira.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 1,75%, fechando a R$ 2,248. O giro financeiro somou US$ 106,5 milhões. Em fevereiro, o pronto acumula perda de 2,98%, mas em 12 meses ainda tem alta superior a 28%.

Segundo o analista de câmbio da Liquidez Corretora, Mário Paiva, a queda de preço reflete a redução das posições compradas no mercado futuro. Ontem, os contratos contra o real tinham caído em US$ 700 milhões, vindo de uma redução de US$ 900 milhões no dia anterior. Mantido tal movimento, o dólar deve cair a R$ 2,23 já na segunda-feira.

No entanto, o especialista lembra que a posição comprada dos não residentes ainda soma US$ 10,7 bilhões. " O estrangeiro ainda mantém essa posição, pois sabe que os problemas ainda não se resolveram, que o cenário é ruim. "
Paiva ressalta que ainda existe muita incerteza no horizonte, mas ainda assim, o câmbio continua melhorando, sinal disso é que a divisa perdeu valor para o real pela terceira semana seguida. Para o analista, esse é um movimento natural, pois o dólar é um ativo cada vez mais ofertado no mundo todo. " É simples lei de oferta e demanda. "
O dia positivo no mercado externo também ajudou a reduzir a pressão compradora sobre o dólar. De acordo com Paiva, os dados sobre o mercado de trabalho foram muito negativos, mas acabaram estimulando os investidores. A perda de 598 mil empregos coloca pressão sobre os congressistas para aprovação do pacote de ajuda estruturado pela equipe do presidente Barack Obama.

Além disso, há uma grande expectativa com o novo plano de revitalização do setor financeiro, que será apresentado na segunda-feira pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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