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Dólar perde mais de 5% em dia de ajuste e fecha a R$ 2,325

SÃO PAULO - O resgate financeiro ao Citigroup reduziu a aversão ao risco em todos os mercados e abriu espaço, também, para uma correção no preço da moeda norte-americana, que teve a maior queda diária desde 9 de outubro. Em forte baixa desde o começo do pregão, o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,323 na compra e R$ 2,325 na vendas, queda 5,41% sobre o fechamento de sexta-feira. Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a queda também foi de 5,63%, levando a divisa para R$ 2,331 no encerramento dos negócios.

Valor Online |

O giro financeiro somou US$ 324 milhões, quase cinco vezes mais do que o registrado na sexta-feira.

Segundo o sócio-gestor da Paraty Investimentos, Rodrigo Donato, dois fatores ajudam a explicar a queda acentuada na taxa de câmbio. O primeiro deles é o atraso com relação ao preço de outras moedas depois do fechamento da sexta-feira.

Donato lembra que o dólar encerrou a sexta-feira quando o humor internacional ainda era bastante negativo, cenário que mudou no final do dia, levando os índices norte-americanos a altas expressivas e ajuste de preços em outras moedas de países emergentes.

O outro ponto é que esse espaço para ajuste de preço foi combinado com um dia de melhor humor externo e valorização no preço das commodities.

A confiança do investidor ganhou fôlego depois que o governo dos Estados Unidos socorreu o Citigroup com US$ 20 bilhões em capital e garantia para alguns tipos de ativos do banco. O gestor lembra que a desconfiança que cercava o Citigroup gerou receio com uma nova rodada de corridas bancárias e risco sistêmico, quadro que foi amenizado com a ajuda do governo à instituição.

Donato também aponta que o anúncio oficial da equipe econômica do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, também foi bem recebido pelos investidores. O nome mais citado é o de Timothy Geithner, atual presidente do Federal Reserve de Nova York, que tomará o lugar Henry Paulson na secretaria do Tesouro.

Observando o mercado de câmbio de maneira mais ampla, Donato acredita que o real tende a acompanhar o movimento global do dólar com um viés um pouco mais favorável à moeda norte-americana. "Como a perspectiva de atividade e valor de commodities é ruim no curto prazo, o real ainda pode ter um desempenho um pouco pior."
(Eduardo Campos | Valor Online)

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