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Dólar perde força após anúncio do BC e fecha a R$1,921

SÃO PAULO - O anúncio de que o Banco Central vai oferecer dólares em operações compromissadas permitiu que a moeda norte-americana perdesse fôlego no final do dia. O dólar fechou a R$ 1,921, com alta de 2,89%. No momento de maior pressão, o dólar chegou a ter alta de 5,03%, para R$ 1,961. A Bovespa seguia em alta.

Redação com agências |

 

Acordo Ortográfico A instabilidade mais acentuada hoje é verificada nos negócios com dólar e juros futuros, onde rumores de acentuada saída de recursos do país, aliados a um movimento especulativo contra a moeda, distorcem a formação de preço dos ativos. O BC vai vender dólares ao mercado com compromisso de recompra, disse em Nova York o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. O objetivo é suprir o crédito em moeda estrangeira que secou em meio à crise financeira global.

Bovespa

Depois de um breve passeio pelo território negativo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) volta a operar em alta. Por volta das 16h30, o Ibovespa avançava 6,11%, para 48.713 pontos.

A volatilidade por aqui replica as bolsas norte-americanas, onde a ação conjunta dos bancos centrais para injetar cerca de US$ 250 bilhões no mercado perde a capacidade de manter certa estabilidade nos mercados.

O diretor da Intrader, Edson Hydalgo Júnior, avalia que o mercado respira melhor com essa ajuda dos bancos centrais e outras notícias relativamente positivas, como a possível união do Wachovia com o Morgan Stanley. "Mas nada disso é garantia de estabilidade. A volatilidade seguirá elevada", resume.

Observando o índice graficamente, Júnior afirma que o piso para o índice no movimento de baixa está nos 44.900 pontos. "Podemos tocar esse piso, que foi a mínima registrada pelo Ibovespa na crise do subprime" , afirma o especialista.

Em 16 de agosto do ano passado, no auge da crise das hipotecas subprime , o Ibovespa bateu a mínima intradia de 44.937 pontos. Depois disso, o Ibovespa só apontou para cima.

Caso a situação piore e o índice perca os 44.900 pontos, a próxima parada seria nos 41.200 pontos. Na direção oposta, o mercado ganharia uma tendência um pouco mais definida de alta se o índice superasse e mantivesse os 49.200 pontos.

(Com informações da Reuters, Efe e Agência Estado)

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