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Dólar perde 7,44% em três dias e a agora vale R$ 2,275

SÃO PAULO - Pelo terceiro dia seguido, o dólar volta a perder valor ante o real. A taxa resistiu bastante nos R$ 2,30, mas depois de rompido tal patamar, as vendas falaram ainda mais alto.

Valor Online |

No final na quarta-feira, o dólar comercial valia R$ 2,273 na compra e R$ 2,275 na venda, baixa de 2,06%. Na semana, a moeda já perdeu 7,44%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a queda foi de 2,15%, com a divisa fechando também a R$ 2,275. O giro financeiro somou US$ 219,75 milhões.

Para o analista de câmbio da Corretora Liquidez, Mário Paiva, a menor aversão ao risco, que fica evidente pelos ganhos nas bolsas de valores, leva os investidores a reduzir suas posições compradas (aposta contra o real) no mercado futuro. E isso ajuda a explicar a desvalorização da moeda norte-americana.

Segundo Paiva, desde o dia 24 de novembro, a posição comprada dos estrangeiros na BM & F já caiu em mais de US$ 1,2 bilhão. No começo da semana, os contratos comprados somavam mais de 288 mil, ou US$ 14,4 bilhões, mas abriram o dia de hoje em 263 mil contratos, cerca de US$ 13,17 bilhões. "E essa redução nas posições deve ter aumentado ainda mais depois do pregão de hoje."
Apesar da melhora de ambiente e da maior oferta de dólares no mercado, o analista reforça o tom de cautela, apontando que ainda não existe uma reversão de tendência. "Isso é uma dia de queda dentro de um mercado de alta. O humor melhorou um pouco, mais o mercado ainda é pessimista."
Outro fator apontando por Paiva que justifica um dólar mais barato, não só no Brasil, mas no restante do mundo, é que a oferta de moeda estrangeira não pára de crescer. Ontem mesmo, lembra o especialista, o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, anunciou mais US$ 800 bilhões para estimular o mercado de crédito.

Tomando como referência o preço do dólar pronto, Paiva aponta que a divida deve buscar os R$ 2,230 na sessão de amanhã. Analisando tecnicamente, se o dólar pronto seguir abaixo desse preço, estará configurada uma tendência de curtíssimo prazo para a moeda, o que influenciará na formação da Ptax (media das cotações ponderada pelo volume e utilizada para liquidar os contratos futuros) do final do mês.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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