Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dólar passa de R$ 2,60, mas BC atua e segura preços

SÃO PAULO - A moeda norte-americana segue ganhando valor ante o real e testa preços não registrados desde abril de 2005. Na máxima da tarde, a divisa testou R$ 2,621, levando o Banco Central a fazer o terceiro leilão de dólares no mercado à vista desta sexta-feira.

Valor Online |

Como nas outras duas operações, logo após a oferta as compras perderam força. Há pouco, o dólar comercial era negociado a R$ 2,525 na compra e R$ 2,527 na venda, queda de 0,35%. Já a moeda para janeiro subia 0,85%, para R$ 2,545, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Parte da alta é a atribuída à saída de recursos do país, mas a fatia maior da valorização é apontada como especulação contra o real. Os detentores de posições compradas (apostas contra o real) no mercado futuro estão forçando o preço para cima e testando a disposição do Banco Central em ofertar contratos de swap para que eles possam rolar suas posições.

Ontem, o BC ofertou 10 mil contratos de swap após o final do pregão à vista. Segundo a NGO Corretora, a operação, pouco usual, pode ser encarada como um teste do BC, que quis sentir a demanda do mercado e verificar a consistência do movimento especulativo.

Para a corretora de câmbio, os agentes não desejam um leilão esporádico, mas a continuidade dos leilões diários, como vinha sendo feito. Dessa forma, a liquidez permanece elevada permitindo o suporte do preço da moeda americana. De certa forma, os agentes estão enfrentando o BC, que até o momento não ofertou dólares via leilão de swap.

Ainda de acordo com NGO, não há no mercado à vista, por onde transitam os negócios reais da economia brasileira, nenhuma demanda por moeda desassistida pelo Banco Central que possa fundamentar pressões sobre a formação do preço do dólar. E isso reforça a idéia de movimento especulativo.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG