SÃO PAULO - O dólar comercial registrou o terceiro pregão consecutivo de alta ante o real, mas a melhora de humor nas bolsas de valores, que passaram a ensaiar alta, e a atuação do Banco Central no mercado à vista limitaram as compras no final do dia. Depois de bater R$ 2,371 na máxima, o dólar comercial fechou a jornada com valorização de 0,25%, valendo R$ 2,322 na compra e R$ 2,324 na venda. Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve alta de 0,26%, fechando a R$ 2,323.

O giro financeiro somou US$ 176,75 milhões, montante mais de duas vezes maior que o observado na sexta-feira.

Para o gerente da mesa de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer, a taxa de câmbio refletiu exatamente o humo externo, que esteve muito ruim no começo dia, quando o dólar marcou as máximas, e melhorou um pouco no decorrer da tarde.

Ainda de acordo com o especialista, o leilão do BC, que colocou moeda a R$ 2,325 no final da tarde, também ajudou a segurar o preço da moeda.

No intradia, Knauer avalia que o mercado de câmbio oscila mais em torno do humor externo do que apoiado em fundamentos.

Já no médio e longo prazo o que acontece no mercado futuro é fundamental para definir a trajetória de preço da moeda.

O comportamento do dólar muda conforme o posicionamento dos grandes investidores, entre eles os fundos estrangeiros, que seguem com uma elevada posição comprada (aposta contra o real) na BM & F.

E quem tem essa posição, lembra Knauer, trabalha para que o dólar avance, para não sofrer ajustes negativos. Portanto, enquanto essa posição comprada não cair, o preço do dólar também não recuará de forma consistente.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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