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Dólar mais caro leva GVT a prejuízo de R$ 22 milhões

SÃO PAULO - A operadora de telefonia fixa GVT teve prejuízo líquido de R$ 21,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, fruto do impacto da alta do dólar sobre dívidas em moeda estrangeira. Mas, apesar da piora no ambiente econômico, a empresa manteve o ritmo de vendas e melhorou a margem operacional.

Valor Online |

Entre outubro e dezembro de 2007, a companhia apurou lucro líquido de R$ 35,1 milhões e teve receita de R$ 272,2 milhões. Em relação a esse período, as vendas líquidas no último trimestre de 2008 subiram 34,3% e chegaram a R$ 365,6 milhões. Foi a maior receita trimestral do ano passado.

A margem operacional do quarto trimestre também foi a melhor do ano, se considerada em termos ajustados: 39,6%. Ela reflete o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (lajida) de R$ 144,8 milhões, acima dos R$ 108,4 milhões contabilizados no mesmo período de 2007. O número, porém, deve ser analisado com cautela, pois a GVT excluiu do cálculo proforma os efeitos do reconhecimento de despesas com um plano de opção de ações que a empresa oferece a seus executivos. O valor das despesas reconhecidas no ano passado, e integralmente no quarto trimestre, foi de R$ 22 milhões.

" Estamos muito otimistas, apesar da situação " , disse ao Valor o presidente da GVT, Amos Genish. " Até agora, 2009 está indo bem. "
O executivo ressaltou que a operadora não está imune à crise econômica, mas tem conseguido atrair alguns dos clientes mais rentáveis das concorrentes. A companhia recebeu 43% dos assinantes de telefonia fixa que aderiram à portabilidade numérica até o fim de janeiro.

No quarto trimestre de 2008, a GVT contabilizou a adição líquida (novas assinaturas menos cancelamentos) de 187,2 mil acessos, volume 153,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. As vendas aceleraram no segmentos de telefonia fixa (88,9 mil novas linhas) e de banda larga (52,9 mil novas conexões).

No segmento de dados corporativos, a operadora teve, no último trimestre, seu pior desempenho no ano, com a adição líquida de 47,1 mil linhas. O número é pouco comparável com 2007 porque a GVT ainda não havia efetuado a compra da Geodex, que reforçou a atuação da operadora nessa área. Segundo Genish, a desaceleração não está relacionada à crise - essa área de negócios está atrelada aos projetos das companhias que alugam a infraestrutura da operadora.

O presidente da GVT afirmou que 27% das linhas de telefonia fixa comercializadas pela operadora no mercado residencial foram para clientes de Belo Horizonte e Salvador, municípios que não fazem parte da área original coberta pela empresa. A operadora surgiu como espelho da Brasil Telecom para atuar no Sul, Centro Oeste e parte do Norte, mas em 2007 deu início a um projeto de expansão para o restante do país. Naquele ano, chegou à capital mineira e, em 2008, desembarcou na Bahia.

Entre abril e maio, a GVT deve começar a atender o mercado residencial de mais uma cidade brasileira, disse Genish. " Vamos manter nossos planos de expansão " , destacou.

A companhia deve fazer investimentos de R$ 550 milhões ao longo de 2009. O montante é inferior aos R$ 721 milhões desembolsados no ano passado. Porém, segundo o executivo, esse valor pode aumentar se houver demanda.

A operadora terminou 2008 com dívida líquida de R$ 284,6 milhões, sendo pouco mais da metade atrelada a moedas estrangeiras. Como a GVT não adota mecanismos de proteção cambial, a operadora contabilizou despesas financeiras líquidas de R$ 91,3 milhões, o que explica seu prejuízo líquido trimestral. " Continuamos achando muito caro fazer hedge, mas estamos olhando oportunidades para reduzir as dívidas em dólar " , afirmou, sem entrar em detalhes.

A GVT apresentou uma versão do balanço no novo padrão contábil. O prejuízo líquido proforma foi de R$ 36,7 milhões.

(Valor Econômico)

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