O dólar devolveu na última hora da sessão os ganhos exibidos desde a abertura, e fechou em queda ante o real. O dólar comercial cedeu 0,12%, para R$ 1,631, após oscilar entre a máxima de R$ 1,640 (+0,43%) e a mínima de R$ 1,630 (-0,18%).

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista recuou 0,09%, para R$ 1,6315. O recuo final das cotações refletiu um movimento de realização de lucros de investidores locais e estrangeiros, que antes apostavam na alta do dólar e perceberam que não haveria força para a moeda ir além de R$ 1,639/R$ 1,640, o que os levou à venda, disse um operador de uma corretora. A alta do petróleo serviu de indutor às vendas de dólar, afirmou.

A inversão de sinal para queda do dólar ocorreu em meio ao fechamento dos negócios com petróleo em Nova York, com o produto em alta de 1,01%, a US$ 116,27 por barril, e após a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), realizada em 5 de agosto, que teve impacto limitado sobre o comportamento ascendente do dólar no mercado externo de moedas.

A ata da última reunião do Fed cita rebaixamento da previsão de crescimento econômico para os EUA, prevê que a inflação no país recue nos próximos meses e sugere que o próximo movimento das taxas oficiais de juro seja para cima. A maioria dos membros do Fed "não vê a atual posição da política monetária como particularmente acomodatícia", afirma a ata, sugerindo que o juro deve permanecer estável no curto prazo, de acordo com informações da Dow Jones.

Apesar desse cenário, o dólar se manteve firme em relação a outras divisas, porque o mercado está cauteloso agora com a fraqueza da economia européia, além da crise no setor financeiro e na economia norte-americana, justificou o economista-chefe da Liquidez Corretora, Marcelo Voss. Às 16h34, o euro caía 0,76%, a US$ 1,4642.

Hoje, o movimento de correção da moeda norte-americana no exterior foi amparado, principalmente em relação ao euro, pelos indicadores negativos da Alemanha divulgados pela manhã. A economia da Alemanha apresentou contração no segundo trimestre, pressionada pela cautela dos consumidores e queda na atividade de construção, segundo dados divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,5% no trimestre, ajustado pelos efeitos sazonais e de calendário, depois de subir 1,3% no intervalo anterior. A confiança empresarial na Alemanha despencou em agosto para o menor nível em três anos, enquanto o índice que mede as expectativas das empresas caiu para o menor patamar desde fevereiro de 1983, quando a Alemanha estava em recessão.

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