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Dólar inicia negócios em alta

O dólar comercial opera com valorização na abertura dos negócios nesta quarta-feira. Por volta das 9h20, a moeda americana subia 1,42%, cotada a R$ 2,358.

Redação com Agência Estado |

 

O mundo continua computando o pessimismo em relação à atividade global e os principais ativos financeiros perdem valor.

A queda é firme nas bolsas européias e nos índices futuros norte-americanos. O dólar opera de lado ante o euro. O petróleo também recua. A perspectiva para o câmbio doméstico continua sendo de desvalorização do real.

Apesar da forte injeção de liquidez do Banco Central, as cotações do dólar seguem pressionadas pela demanda interna pela moeda. Além do fluxo de recursos predominantemente negativo, o mercado continua contaminado pelo desmonte e rolagem da exposição cambial das empresas. Segundo operadores, embora as fortes exposições de grandes empresas estejam equacionadas total ou parcialmente, a cada dia surge uma novidade nesse front. E, agora, os investidores temem o impacto da desvalorização cambial nos resultados das empresas.

O alívio continua vindo do Banco Central. Ontem, houve três leilões de dólar. Hoje, estão agendados mais dois. O Banco Central dará continuidade ao processo de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional que vencem em 1º de dezembro de 2008. Segundo comunicado enviado ao mercado ontem, após pesquisa de demanda, o BC ofertará até 52 mil contratos de swap cambial para quatro vencimentos. A oferta equivale a valor de cerca de US$ 2,6 bilhões.

O Banco Central oferta também até 10 mil contratos de swap cambial com vencimento em 2 de fevereiro de 2009. No total, a operação equivale a aproximadamente US$ 500 milhões.

Ontem, o dólar subiu 2,06%, e encdrrou o dia cotado a R$ 2,325.

Agenda

A quarta-feira é mais um dia de agenda relevante tanto no âmbito doméstico como no externo. Foco na ata referente à última reunião do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, onde será detalhada a visão do colegiado da autoridade monetária, que optou pela redução da taxa básica de juros de 1,5% para 1% no fim de outubro.

Ainda nos Estados Unidos, atenção para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) referente ao mês de outubro. A previsão aponta para deflação de 0,8%, seguindo estabilidade em setembro. Para o núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia da conta, a estimativa é de avanço de 0,1%.

Ontem, foi apresentado o Índice de Preços ao Produtor dos EUA (PPI), que em outubro caiu 2,8%, mas o núcleo avançou 0,4%, ficando acima do 0,1% estimado.

Os investidores também assimilam novos dados sobre o mercado imobiliário americano. Serão divulgados números sobre a construção de novas moradias e os pedidos por alvarás de construção em outubro.

Por aqui, o único indicador da agenda foi o relatório sobre o mercado de trabalho, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele mostrou que o nível de desocupação em outubro teve uma leve queda em relação a setembro, e ficou no segundo menor nível da série histórica.

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