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Dólar fica estável, esperando Fed e Copom

SÃO PAULO - O mercado de câmbio teve mais um pregão morno nesta segunda-feira. O dólar comercial oscilou apenas R$ 0,008 entre máxima e mínima até fechar a R$ 1,765 na venda, mesmo preço da sexta-feira.

Valor Online |

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar avançou 0,06%, para R$ 1,763. O volume subiu de US$ 23,75 milhões para US$ 64 milhões. E no interbancário, os negócios avançaram de US$ 2,0 bilhões para US$ 2,9 bilhões.

Segundo o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, a falta de definição no mercado mostra que os investidores estão no aguardo de dois eventos relevantes que acontecem na semana.

O primeiro deles é a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, que amanhã apresenta sua decisão de política monetária. Segundo Rodrigues, não há muita dúvida. A taxa básica americana deve ficar entre zero e 0,25% ao ano.

Já na quarta-feira, é a vez do Comitê de Política Monetária (Copom) apresenta a taxa básica da economia brasileira. E, segundo diretor, a falta de consenso é grande, com previsão oscilando da estabilidade a alta de 0,75 ponto percentual na taxa, atualmente fixada em 8,75% ao ano.

Rodrigues não descarta a possibilidade de o quadro eleitoral vir a ter algum peso nas decisões do colegiado do BC.

Para o especialista, essa probabilidade não pode ser descartada, ainda mais quando existe a chance de Henrique Meirelles deixar o comando do BC para ser vice-presidente em uma candidatura encabeçada por Dilma Rousseff.

"Se o BC der uma porrada nos juros no máximo em três reuniões, ele deixa espaço para se fazer campanha sem maiores críticas", pondera Rodrigues, que trabalha com alta de 0,75 ponto percentual na Selic.

Ainda de acordo com o diretor, confirmado o ritmo e a sinalização de alta de juros, há possibilidade de mais capital externo vir em busca de rendimento em títulos brasileiros. O que pode atrapalhar esse movimento é justamente o risco político, que por ora não está sendo precificado nos ativos brasileiros.

(Eduardo Campos | Valor)

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