O dólar comercial fechou a quinta-feira com leve alta de 0,04% a R$ 2,351 no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em contratos de liquidação à vista (dois dias úteis), o dólar ficou estável em R$ 2,351.

Durante o dia, a cotação da moeda americana oscilou sem definir uma trajetória, intercalando momentos de queda e de alta na esteira do vaivém das Bolsas em Nova York.

"O dólar vem operando com alta volatilidade, decorrente da movimentação de fluxo cambial (ora positivo ora negativo), um grande posicionamento de investidores estrangeiros na compra em dólar futuro e das incertezas no exterior", disse um operador de uma corretora em São Paulo. A economista Mariana Costa, da Link Investimento, também afirmou que o dólar operou "sem norte", acompanhando os índices acionários, diante das persistentes preocupações com o setor financeiro nos EUA e Europa e dúvidas dos investidores sobre se os pacotes do governo dos EUA - de estímulo econômico, de US$ 787 bilhões, e de ajuda ao setores financeiro (não detalhado) e hipotecário de US$ 275 bilhões - serão suficientes para reverter a recessão e desemprego na economia americana. "Esse ambiente de incertezas favorece a volatilidade dos ativos financeiros", explicou. Para ela, o dólar pode tanto testar no curto prazo os R$ 2,40, em momentos de maior tensão nos mercados, como pode voltar a ficar abaixo de R$ 2,30, como ocorreu na semana passada e início desta semana.

Uma fonte de uma corretora de câmbio prevê que poderá haver incremento no fluxo financeiro para o Brasil no médio prazo, por causa da Petrobras. A estatal de petróleo brasileira assinou, hoje, um contrato para venda de 100 mil barris por dia de petróleo para a estatal chinesa Sinopec. O contrato terá validade de um ano e corresponderá a 5% da produção de petróleo da estatal no Brasil e no exterior, informou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

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