O dólar comercial fechou a sessão de hoje em queda de 3,15%, cotado a R$ 2,305 no mercado interbancário de câmbio, após saltar 12,53% nas três sessões anteriores e subir até 6,39% logo na abertura dos negócios hoje. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou em baixa de 3,13%, também a R$ 2,305.

O giro financeiro total à vista disparou 148%, para US$ 7,539 bilhões.

A moeda americana devolveu os ganhos iniciais e passou a cair em relação ao real, até bater na mínima de 2,250 (-5,46%), em reação ao anúncio pelo Banco Central de um programa de venda de swap cambial de até US$ 50 bilhões, que foi seguido de uma série de leilões de venda direta de dólar. Ao todo, a autoridade monetária fez cinco operações, duas de venda de swap cambial, num total de US$ 2,227 bilhões, e três leilões de venda direta, com negociação estimada de cerca de US$ 850 milhões.

"O BC está dando saída para o mercado", avaliou um operador de um banco estrangeiro. Para esta fonte, o BC deve reforçar ainda mais a dose dos leilões diários a fim de atender à demanda que está grande, uma vez que atuações a conta-gotas, como vinham sendo feitas, não resolvem, avaliou.

Não fosse a forte ação do BC no câmbio hoje, o mercado poderia ter sido pressionado pela continuidade das perdas nas bolsas internacionais e na brasileira e as notícias domésticas desfavoráveis, disse um profissional. Ele citou, por exemplo, o déficit de US$ 2,769 bilhões na conta corrente do balanço de pagamentos, valor acima das previsões. Segundo este operador, o fato de os bancos estarem comprados em dólar em cerca de US$ 7,146 bilhões este mês até a última terça-feira (dia 21) não quer dizer que estão com essa posição desprotegida, ou seja, devem também estar vendidos em outra ponta no mercado futuro.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.