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Dólar fecha em queda, a R$ 2,325, com sessão volátil

O mercado de câmbio doméstico teve uma sessão de forte volatilidade, com o dólar terminando em queda. O dólar comercial cedeu 0,13% e fechou valendo R$ 2,325, após oscilar 3,64%, da mínima de R$ 2,283 (-1,93%) à máxima de R$ 2,366 (+1,63%).

Agência Estado |

Na BM&F, o dólar negociado à vista recuou 0,26%, também para R$ 2,325. As cotações da moeda se movimentaram de acordo com o fluxo cambial do momento e o vaivém externo do dólar e das bolsas norte-americanas. Contudo, no mês, a moeda americana apura alta de 7,84% ante o real e, no ano, de 30,99%. O giro financeiro total à vista encolheu 35%, para cerca de US$ 2,9 bilhões.

Segundo o gerente de câmbio de um banco de investimentos, o vaivém das cotações à vista do dólar, o fluxo cambial positivo e a venda pelo BC de US$ 283,5 milhões em contratos de swap cambial criaram oportunidades de negócios.

Um analista de um banco estrangeiro disse que houve ingressos e saídas de recursos do mercado, com resultado positivo. Segundo esta fonte, teria sido registrado hoje um ingresso parcial de recursos referentes à venda pela CSN de 40% da mineradora Namisa para um consórcio asiático, num total de US$ 3,12 bilhões. Como a CSN já havia dito na semana passada que a liquidação financeira dessa operação poderia ocorrer no final de novembro, o mercado avalia que parte desses recursos pode ter ingressado hoje, dada a aproximação do fim do mês, que eleva a chance da entrada desses recursos no caixa da siderúrgica. A venda da Namisa foi anunciada em 21 de outubro e, para um operador, faz todo o sentido que a liquidação financeira ocorra um mês após a assinatura dos contratos.

O BC ainda realiza hoje nova pesquisa de demanda por contratos de swap para tentar renovar o restante do vencimento de 1º de dezembro de 2008, que totaliza US$ 5,370 bilhões, dos quais US$ 4,350 bilhões já foram renovados em três leilões realizados desde a semana passada.

Em Nova York, o dólar sustentou-se em terreno negativo à tarde, enquanto os índices acionários tenderam à baixa, pressionados pelo medo da recessão após o Departamento de Comércio dos EUA revisar o Produto Interno Bruto (PIB) para uma contração anualizada de 0,5% no terceiro trimestre, maior que a queda de 0,3% divulgada anteriormente. No início do dia, contudo, o anúncio de US$ 800 bilhões em medidas do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) com o objetivo de ampliar o crédito ao consumidor e injetar confiança no mercado imobiliário americano garantiu uma abertura no positivo para as bolsas e o dólar.

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