O dólar comercial acelerou a queda à tarde e fechou abaixo de R$ 2,30 pela primeira vez desde o último dia 12, cotado a R$ 2,275, em baixa 2,32%. Este também é o menor valor de fechamento da moeda no balcão desde 9 de janeiro.

Na BM&F, o dólar negociado à vista também encerrou com esta taxa e variação.

O aumento da oferta de moeda na sessão refletiu certa animação dos investidores com as altas dos preços das commodities (matérias-primas) e das ações nas bolsas internacionais e brasileira, o ingresso de recursos no mercado estimado por operadores entre US$ 500 milhões e US$ 700 milhões e um movimento de redução de posições compradas (de aposta na alta) em dólar futuro por investidores estrangeiros, especialmente. Um operador de tesouraria de uma instituição em São Paulo disse que a pressão vendedora também teve o objetivo de enfraquecer a ptax (taxa média), uma vez que o fluxo cambial favorável deve ser liquidado por essa taxa e quanto mais baixa ela terminar melhor o retorno aos bancos vendedores de moeda.

Embora o fluxo cambial tenha sido positivo, o declínio das cotações até R$ 2,274, na mínima do dia, atraiu importadores à compra de moeda. Essa demanda ajudou a reforçar o volume de negócios na sessão. No mês até o último dia 23, no entanto, o fluxo cambial foi negativo em US$ 2,693 bilhões, segundo divulgou hoje o Banco Central.

Mesmo com o dólar em baixa o dia todo, o BC fez um leilão de venda à vista à tarde, mas teria ofertado apenas cerca de US$ 25 milhões, estimaram as fontes consultadas. A taxa de corte na operação foi de R$ 2,288.

No total, o giro financeiro à vista aumentou 195% em relação ao anterior, para cerca de US$ 4,250 bilhões.

No mercado internacional, o dólar pegou carona nos ganhos das ações e operou com leves altas à tarde em relação ao euro e o iene. Contudo, a divisa americana caiu ante a libra e outras moedas de países emergentes, além do real, como o peso mexicano e o peso chileno.

O ânimo nos mercados melhorou um pouco com a expectativa de que o governo de Barack Obama consiga aprovar um acordo para compra de ativos ruins ou ilícitos de instituições financeiras.

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