SÃO PAULO - O dólar continuou, nesta terça-feira, a tendência de queda iniciada ontem, quando a desvalorização da moeda norte-americana chegou aos 7,7%. A moeda norte-americana fechou com baixa de 2,38%, cotada a R$ 2,095.

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Segundo um operador, "investidores estão vendendo ações na bolsa e comprando dólares, em parte para remessas ao exterior sustentando um fluxo financeiro negativo". O volume financeiro total à vista no câmbio somava cerca de US$ 2,27 bilhões.

O Banco Central fez mais um leilão de dólares à vista, das 12h04 às 12h14. A taxa de corte nessa operação foi R$ 2,09. A ação da autoridade monetária não teve reflexo significativo para o movimento da moeda, que já vinha em queda. Na mínima do dia, a divisa saiu a R$ 2,0410 e, na máxima, a R$ 2,1070.

Bovespa

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) oscilava entre o terreno positivo e negativo por volta de 16h30 - refletindo a virada no bom humor dos mercados internacionais, que derrubou as Bolsas de Wall Street. 

Após chegar a bater os 7% de alta, a Bovespa reduziu os ganhos e caía 0,21% no horário, operando aos 40.745 pontos. Ontem, acumulou uma alta histórica de 14,66%.

Depois da sensível melhora de humor observada ontem nos pregões do mundo inteiro, os agentes retomam as operações ainda de olho em desdobramentos das ações coordenadas tomadas pelos principais governos e bancos centrais de países desenvolvidos.

A maioria das Bolsas Asiáticas fechou em alta. Na Europa, operavam no positivo, na metade do pregão.

Em Nova York, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou nesta tarde que expandiu temporariamente sua linha de troca (swap) em dólar com o Banco do Japão. "A linha de swap será aumentada para acomodar qualquer quantidade de financiamento em dólar que for demandada", disse o Fed em nota. O acordo vai vigorar até pelo menos 30 de abril de 2009.

Em um anúncio similar feito na segunda-feira, o Fed disse que estava aumentando as linhas de swap com o Banco da Inglaterra (BoE), Banco Central Europeu (BCE) e o Swiss National Bank (SNB), banco central da Suíça, segundo informações da Dow Jones.

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