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Dólar fecha em maior nível contra real em mais de 3 anos

Por Jenifer Corrêa SÃO PAULO (Reuters) - Nem mesmo as novas atuações do Banco Central conseguiram impedir o dólar de consolidar sua segunda alta seguida frente ao real nesta quarta-feira e fechar no maior patamar em mais de três anos.

Reuters |

Analistas creditaram a valorização da moeda no mercado à vista a um considerável fluxo de saída e a pressões do mercado futuro por mais uma sessão, marcada pela volatilidade dos mercados de um modo geral.

A moeda norte-americana fechou em alta de 3,47 por cento, a 2,475 reais, maior patamar de fechamento desde junho de 2005, após ter chegado a cair 0,42 por cento durante o dia. Na semana, o dólar acumula alta de quase 7 por cento.

"Na realidade, o mercado de câmbio está muito pontual, à mercê de fluxo (nos últimos dias)", considerou Francisco Carvalho, gerente de câmbio da corretora Liquidez.

Nesta quarta-feira, o Banco Central divulgou que o fluxo cambial ficou negativo em 7,159 bilhões de dólares em novembro, consolidando a maior saída mensal de recursos do país desde janeiro de 1999.

Numa tentativa de conter a alta do dólar nesta sessão, a autoridade monetária realizou dois leilões de venda de dólares no mercado à vista, além do pré-agendado leilão de empréstimo de moeda estrangeira para financiar o comércio exterior.

Nessa operação, a autoridade monetária vendeu quase a totalidade dos 2 bilhões de dólares ofertados.

Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, mencionou a influência do componente especulativo nas cotações.

"O BC forneceu dólar para o mercado, só que a gente não conseguiu enxergar essas taxas (de venda dos leilões) no mercado de hoje. É especulação forte, não tem (outra) explicação para essa volatilidade no mercado (de câmbio)", considerou.

De acordo com os dados mais recentes atualizados pela BM&F, os investidores estrangeiros mantinham quase 13 bilhões de dólares em posições líquidas compradas no mercado futuro de dólar. Na prática, essa exposição significa uma aposta na alta da divisa norte-americana.

(Edição de Vanessa Stelzer)

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