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Dólar fecha em baixa pela 1ª vez no mês, a R$ 2,28

O dólar comercial teve hoje a primeira queda em outubro, no fechamento dos negócios, após subir 21,5% desde o começo do mês (cinco dias consecutivos de alta). No começo do dia, a taxa de câmbio disparou e chegou a R$ 2,45 no mercado interbancário, alta de 5,97%, e a R$ 2,53 (alta de 9,43%) no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), mas iniciou a tarde testando um recuo até firmar-se em baixa.

Agência Estado |

No final da sessão, o dólar fechou a R$ 2,28, queda de 1,38%. A taxa mínima foi de R$ 2,256.

A taxa de câmbio cedeu à tarde influenciada pela melhora dos índices de ações nas Bolsas de Nova York, após forte oscilação, num reflexo do anúncio do corte coordenado nas taxas de juro dos principais bancos centrais ao redor do mundo. O mercado doméstico de câmbio também reagiu aos três leilões de venda de dólares do Banco Central, além da negociação de 27 mil contratos de swap cambial equivalentes a uma oferta de US$ 1,3 bilhão. "Os esforços dos bancos centrais para conter o pânico que congela os mercados de crédito, assim como a firme ação da autoridade monetária brasileira permitiram um alívio, pelo menos momentâneo", disse um operador de câmbio de um grande banco nacional.

Uma fonte de uma corretora informou que o volume de negócios no câmbio aumentou hoje por causa das atuações do BC, ofertando moeda ao mercado. O volume cresceu 74%, para cerca de US$ 5 bilhões. Estima-se, de acordo com essa fonte, que o BC teria vendido hoje entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

A última vez em que o BC vendeu dólares no mercado cambial como na operação de hoje, sem compromisso de recompra, foi em 13 de fevereiro de 2003. A informação foi dada hoje pela assessoria de imprensa da autoridade monetária. O montante vendido pela autoridade monetária nas duas operações de hoje não deve ser divulgado. Isso porque, do ponto de vista do BC, a operação pode ser comparada à venda de moeda realizada pela instituição nos últimos meses. Naquelas ocasiões, o BC anunciava apenas a presença no mercado, sem detalhar os valores envolvidos na atuação.

Reservas

As vendas diretas de dólares ao mercado, retomadas hoje pelo BC, foram discutidas na reunião de coordenação política realizada no Palácio do Planalto, segundo relatou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. "O presidente Lula disse que não tem interesse que nenhuma empresa quebre, por isso mandou liberar recursos", comentou. "Mas ele frisou que não é para torrar as reservas internacionais para alimentar a especulação."

Segundo Bernardo, a alta do dólar colocou em dificuldade um grupo de empresas exportadoras que haviam assumido compromissos contando com uma cotação mais baixa. Por isso, disse ele, o Banco Central tratou de dar liquidez, liberando dólares das reservas. A diferença em relação aos leilões que já vinham sendo realizados é que agora não há compromisso de recompra dos dólares pelo Banco Central.

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