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Dólar fecha em baixa de 0,94%, cotado a R$ 2,33

O dólar no mercado à vista chegou a pisar em terreno positivo no início da tarde, pressionado pelas quedas e a volatilidade das bolsas, mas não conseguiu sustentar os ganhos e terminou em baixa pelo segundo dia seguido. O recuo da divisa norte-americana ante o real acompanhou o movimento de recuperação de algumas moedas de países emergentes, como o peso chileno, disse um operador de uma corretora em São Paulo.

Agência Estado |

O dólar comercial fechou em queda de 0,94%, cotado a R$ 2,33. A máxima do dia foi de R$ 2,353 (alta de 0,04%). Na BM&F, o dólar negociado à vista também fechou a R$ 2,33, em queda de 0,91%. O giro financeiro total diminuiu 18%, para cerca de US$ 1,944 bilhão.

No mercado à vista, o fluxo cambial foi pequeno e aparentemente equilibrado, disseram os operadores consultados. Mesmo assim, o Banco Central fez um leilão de venda pela manhã e negociou US$ 220 milhões. No início da tarde, a autoridade também renovou US$ 1,667 bilhão em contratos de swap cambial, dando sequência à rolagem do vencimento de US$ 10,2 bilhões desses contratos em 2 de fevereiro.

O corte de 1 ponto porcentual da taxa Selic, para 12,75% ao ano, ontem, já havia sido precificado em boa medida pelo mercado cambial, por isso o ajuste hoje foi limitado. "Com o corte ousado, o dólar poderia reagir em alta. Contudo, tendo em vista o patamar de juro local ainda elevado em relação às taxas dos países desenvolvidos, que estão nos menores níveis históricos por causa da recessão nos EUA e Reino Unidos e da forte desaceleração econômica generalizada, não houve espaço para uma correção da moeda", comentou o gerente de câmbio de um banco de investimentos em São Paulo.

A deterioração do ambiente global, causada pela retração da demanda por matérias-primas, a crise de crédito e no setor bancário entre outros, o congelamento de investimentos privados e as demissões generalizadas em vários segmentos, está impondo muita cautela nos negócios, disse essa fonte.

A China informou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) do país diminuiu o ritmo de expansão para 9% em 2008, contra 13% em 2007. No quarto trimestre, o PIB chinês cresceu 6,8%, a menor taxa desde o quarto trimestre de 2001. Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego subiram em 62 mil na semana encerrada em 17 de janeiro, para 589 mil. Trata-se do mesmo nível atingido na semana de 20 de dezembro de 2008 e o maior desde novembro de 1982.

"No Brasil, a deflação que vem sendo mostrada desde dezembro pelos IGPs (Índices Gerais de Preços), que refletem em boa medida o comportamento das commodities (matérias-primas) e as variações de preços industriais, sinaliza que está havendo forte retração da atividade como um todo, a exemplo do que se vê no exterior, e isso incomoda o mercado", afirmou a fonte.

No noticiário corporativo, para ajustar sua produção ao desaquecimento da economia global, a Vale informou que a produção de minério de ferro recuou para 63,274 milhões de toneladas no quarto trimestre de 2008, o que representa queda de 26,3% sobre o desempenho do trimestre imediatamente anterior (julho a setembro) e retração de 21% em relação aos três últimos meses de 2007. No acumulado de 2008, a produção de minério da Vale caiu 0,5% ante 2007, para 301,696 milhões de toneladas.

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