SÃO PAULO - Em mais um dia de poucos negócios, o dólar comercial fechou com ligeira queda, em movimento que deu continuidade à trajetória observada na quarta-feira. Os agentes do segmento avaliam que as variações desta semana nada têm a ver com fundamentos.

A avaliação geral é de que a tendência da moeda ainda é de valorização, dada as condições ainda reduzidas de liquidez global.

A divisa americana encerrou cotada a R$ 2,368 para a compra e R$ 2,370 para a venda, com queda de 0,34% em relação ao pregão anterior. Ao passar por altas e baixas várias vezes durante o dia, a moeda oscilou de R$ 2,356 na mínima do dia à máxima de R$ 2,386.

O giro interbancário movimentou US$ 1,159 bilhão, ainda menor do que o apurado na quarta-feira, quando o pregão funcionou apenas até as 12h, de pouco mais de R$ 2 bilhões. Na semana a divisa somou alta de 0,42%, tendo acumulado valorização de 2,38% no mês até hoje e de 33,37% no ano.

Operadores do segmento ponderam que os referenciais domésticos estão ausentes. Sem companhias de peso e bancos grandes participando do pregão, as transações são exíguas e de pequena monta.

João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer, acredita que a tendência para a divisa ainda é de alta. Segundo ele, muitos contratos de importação ainda estão por ser honrados e estão com um diferencial muito grande agora em relação ao momento da compra da mercadoria.

"O pessoal tinha esperança de que o dólar voltasse (a cair), mas agora em janeiro vai ter muita empresa comprando para pagar compromissos de importação. Há uma grande diferença entre o volume de importação contratada e a mercadoria efetivamente desembarcada", diz Medeiros.

O caso é que no curtíssimo prazo é pouco provável que a divisa sofra alterações significativas sustentadas por fatos. Talvez na semana que vem, quando será encerrada a média (Ptax) de dezembro haja um volume maior de negociações. Ainda assim, seria mais um movimento técnico do que de tendência.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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