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Dólar fecha em alta pelo 3º dia, cotado a R$ 2,385

Mesmo após quatro leilões do Banco Central, o dólar no mercado à vista manteve-se em alta pela terceira sessão consecutiva. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,385, em alta de 2,58%.

Agência Estado |

Na BM&F, o dólar negociado à vista avançou 3,01%, a R$ 2,395. Apenas nesses três dias, o dólar comercial subiu 5,07. No mês, a valorização acumulada da moeda americana é de 10,62%. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 3,476 bilhões.

Essa desvalorização acentuada do real chama atenção quando comparada à de outras moedas, como o euro e a libra, que refletem o movimento externo de busca de proteção dos investidores no dólar por causa das preocupações com a retração da economia global que têm deprimido as bolsas e os preços das commodities (matérias-primas). Em novembro, o euro apurou queda de 1,26%, considerando fechamento em 31/10 em US$ 1,2738 e hoje às 16h50 a US$ 1,2577; enquanto a libra perdeu no mês 6,51%, passando de US$ 1,6087 para US$ 1,5039.

Segundo um operador de uma corretora paulista, a ampliação dos ganhos do dólar à vista hoje à tarde não resultou de um fluxo financeiro negativo ou demanda de investidores para hedge (seguro), mas refletiu um aumento de posição comprada (de aposta na alta) no mercado futuro de dólar da BM&F possivelmente de fundos estrangeiros. Segundo esta fonte, essa demanda seria principalmente de investidores que estão tomando os contratos de swap cambial nos leilões do BC, porque eles permitem operações de arbitragem no mercado futuro com retorno financeiro favorável às instituições financeiras. "Será que há necessidade de venda de tanto swap cambial? Aparentemente, não há no mercado necessidade de hedge, apesar do cenário externo adverso, e o BC está dando lucro para os bancos", observou.

Um gerente de câmbio de um banco de investimentos disse que o movimento de desvalorização de moedas como o euro e a libra contribuiu em parte para a queda do real. Contudo, "está tendo especulação em cima dos swaps cambiais porque há espaço para isso. Se houvesse demanda para hedge, o BC estaria vendendo integralmente as ofertas de swap cambial, o que não vem ocorrendo há algumas semanas. Como os volumes de negócios no mercado cambial estão reduzidos e concentrados, os poucos agentes que estão atuando operam em cima do um cenário externo ruim, mas têm como pano de fundo interesses próprios, a fim de sustentar as cotações num patamar acima de R$ 2,30, que seria conveniente para esses investidores".

Para esse profissional, pode estar na hora de o BC ser mais enérgico e ter uma postura de operador, com a realização de mais leilões de venda direta, que só costumam ser feitos, aparentemente, quando a autoridade constata que há fluxo cambial negativo ao País (ou seja, saída de recursos superior à entrada). Assim, poderia ser testada a demanda real do mercado por moeda e o BC poderia seguir ofertando contratos de swap como instrumento adicional, e não como principal como agora.

Hoje, só após o dólar atingir R$ 2,41 (em alta de 3,66%), por volta das 15h45, é que o Banco Central realizou um leilão de venda direta de moeda no mercado à vista, em que pode ter negociado cerca de US$ 380 milhões, estimou um operador. Este, no entanto, foi o quarto leilão do dia no mercado cambial. Mais cedo, o BC fez dois leilões de swap cambial (um de rolagem parcial do vencimento de 1º de dezembro em que vendeu US$ US$ 1,251 bilhão e uma oferta adicional desses contratos num total de US$ 224,1 milhões) e uma operação de venda de US$ 1,070 bilhões com recompra em três vencimentos. Ainda assim, o dólar reduziu a alta para os 2,58% do encerramento dos negócios.

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