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Dólar fecha em alta, mas atuação do BC segura moeda abaixo de R$ 2,3

SÃO PAULO - A atuação no Banco Central, que vendeu dólares à vista pela primeira vez em 2009, não foi suficiente para mudar o rumo da taxa de câmbio, mas contribuiu para segurar a moeda abaixo do patamar de R$ 2,30. Depois de bater R$ 2,33 na máxima, as compras perderam um pouco de força e o dólar comercial encerrou negociado a R$ 2,294 na compra e R$ 2,296 na venda, ainda assim com alta de 1,05%. Além da intervenção à vista, o BC comunicou que fará leilão de linha (venda com compromisso de recompra) nesta terça-feira.

Valor Online |

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa teve valorização de 1,09%, fechando a R$ 2,2959. O giro financeiro somou US$ 243,5 milhões, duas vezes maior do que o registrado na sessão anterior. O giro interbancário foi forte, somando US$ 3 bilhões, cerca de seis vezes maior que o observado na sexta-feira.

Para o diretor da Pionner Corretora, João Medeiros, o BC deixou a entender pela atuação de hoje que não quer dólar acima dos R$ 2,30.

Segundo Medeiros, a formação da taxa refletiu o ambiente externo que continua cercado de grande incerteza. Além disso, o especialista citou comentário de membros do governo apontando que os Estados Unidos estariam atuando de forma equivocada, pois ao incentivar exclusivamente os gastos, o país seguirá deficitário tanto pelo lado comercial quanto fiscal.

Medeiros também avalia que a moeda acompanhou o preço das commodities, que caem de forma acentuada evidenciando a preocupação com o ambiente econômico mundial. Fora isso, quanto menor o valor das matérias-primas, menor a atratividade das ações brasileiras.

Cabe lembrar que, na semana passada, a percepção dos agentes era de que dinheiro novo estava entrando no país com destino à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A visão foi reforçada pela valorização das ações e pelo saldo de investimento estrangeiro positivo na Bovespa na primeira semana do ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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