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Dólar fecha em alta e já sobe mais de 30% no ano

O dólar voltou a fechar em alta em relação ao real hoje, movimento dominante no mercado doméstico de câmbio este mês. Com isso, a moeda norte-americana registrou forte valorização em novembro e elevou para mais de 30% o avanço em 2008.

Agência Estado |

No fim da sessão de hoje, o dólar comercial subiu 1,45%, a R$ 2,314, no mercado interbancário de câmbio, após oscilar entre R$ 2,338 (+2,5%), na máxima, e R$ 2,268 (-0,57%), na mínima. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista registrou alta ainda maior, de 2,41%, e fechou a R$ 2,335. No mês, o dólar comercial subiu 7,33% e, no ano, 30,37%. Já o dólar à vista avançou 8,2% em novembro e 31,38% em 2008 até o momento. O volume financeiro total foi de cerca de US$ 2,55 bilhões.

Segundo um operador de câmbio de um banco estrangeiro, a aversão ao risco nos mercados amparou a correção do dólar no mercado de moedas, com reflexos no Brasil. "A confiança dos investidores foi abalada pela combinação de indicadores econômicos fracos, sinais de recessão e deflação num ambiente de restrição ao crédito e de dificuldades financeiras de empresas e bancos em países do Hemisfério Norte - principalmente Estados Unidos, Reino Unido e Japão." Internamente, continuou, o aumento do déficit em conta corrente do País, que reflete entre outros fatores, exportações afetadas pela desaceleração da economia global e redução das linhas de financiamento ao comércio exterior, favoreceu ainda o ajuste para cima da moeda norte-americana.

A valorização das cotações do dólar hoje, último dia útil de novembro, também teve um empurrão da disputa em torno da formação da Ptax (taxa de câmbio de referência do Banco Central) de fim de mês, disse o gerente de câmbio do Banif Investment Bank, Jairo Resende. "Apesar dessa rolagem ter sido atípica pelo fraco volume de negócios, ela sempre pesa sobre o comportamento do dólar", observou. Essa pressão assegurou um Ptax em alta.

O operador da Renascença Corretora José Carlos Amado também observou que podem ter ocorrido saídas financeiras de recursos pela manhã e, observando essa demanda, o Banco Central fez dois leilões de venda direta da moeda, num total de US$ 710 milhões. Em seguida, a autoridade monetária realizou uma oferta de swap cambial tradicional com a venda de US$ 32 milhões, ou apenas 650 contratos de um total de 6 mil ofertados, com vencimento em 2 de fevereiro de 2009.

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