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Dólar fecha em alta de 2,67%; Bovespa opera em queda

A alta do dólar no mercado cambial brasileiro se ampliou durante a tarde desta quarta-feira. A moeda americana fechou o dia em alta de 2,67%, cotada a R$ 2,387. A valorização está alinhada ao pessimismo externo e às novas perdas nas Bolsas de valores.

Redação com agências |


As cotações do dólar seguem pressionadas pela demanda interna pela moeda. Além do fluxo de recursos predominantemente negativo, o mercado continua contaminado pelo desmonte e rolagem da exposição cambial das empresas.

Segundo operadores, embora as fortes exposições de grandes empresas estejam equacionadas total ou parcialmente, os investidores temem, agora, o impacto da desvalorização cambial nos resultados das empresas.

Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não resiste à instabilidade externa e opera em território negativo. Por volta das 16h20, o Ibovespa caía 1,91%, aos 33.442 pontos, após chegar a subir 1,9% pela manhã.

Na avaliação do analista da Alpes Corretora Fausto Gouveia, as montadoras nos EUA, que precisam de socorro financeiro imediato, serão o contrapeso desta quarta-feira. "Como o Brasil tem um parque industrial grande, muito voltado para a produção de aço, se uma das três montadoras quebrar (Ford, GM e Chrysler), a demanda por aço será prejudicada, com impacto negativo nas siderúrgicas brasileiras Usiminas e CSN", segundo o analista.

Ontem, Ford, GM e Chrysler mostraram-se divididas sobre se aceitam novas imposições para melhorar o nível de consumo dos seus carros nos EUA, em troca de recursos de emergência da ordem de US$ 25 bilhões do governo americano. Há dúvidas se esses recursos são suficientes para salvar as empresas automobilísticas da falência. O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, resiste à pressão para ajudar a indústria automobilística, argumentando que o pacote de US$ 700 bilhões é para ajudar o setor financeiro.

Nos EUA, os investidores temem o efeito de um possível falência das montadoras no setor financeiro e em outros segmentos da economia, piorando ainda mais a crise que atinge em cheio a economia real. Ao mesmo tempo, o mercado acompanhará com atenção a divulgação de indicadores nos EUA, como o índice de preços ao consumidor (CPI) de outubro, os dados de novas construções e a ata da última reunião do Fomc (comitê de mercado aberto do banco central americano).

Com informações da Agência Estado e Valor Online)

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