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Dólar fecha em alta de 0,81%; Bovespa sobe

A moeda norte-americana teve mais um pregão de instabilidade ante o real. Depois das perdas acentuadas registradas pela manhã, a divisa fechou o dia em alta de 0,81% ante o real, cotada a R$ 2,50.

Redação com agências |


Nos primeiros negócios, o dólar chegou a cair quase 2% seguindo o otimismo disseminado pelos mercados a partir da expectativa de um pacote de investimento do governo dos Estados Unidos em infra-estrutura e de ajuda a montadoras.

Durante o fim de semana, os congressistas chegaram a um acordo para resgatar o setor, que pede US$ 34 bilhões para seguir operando. O projeto deve ser votado nesta terça-feira.

Na segunda parte da sessão, entretanto, o mercado de câmbio reverteu a tendência, dando margem para a realização de um leilão de venda de dólares pelo Banco Central.

"Acho que o mercado estava chamando o BC", afirmou o diretor de câmbio de uma corretora em São Paulo que preferiu não ser identificado.

Analistas têm apontado como principal causa da forte volatilidade apresentada pelo mercado de câmbio nos últimos dias uma espécie de "disputa" entre investidores e BC, num contexto de saída de recursos.

"Tem um componente bastante forte: os investidores estrangeiros, que apresentam uma posição muito elevada apostando no dólar pressionado", observou Hélio Ozaki, gerente de câmbio do banco Rendimento.

Segundo os dados mais recentes atualizados pela BM&F, os investidores estrangeiros sustentavam mais de US$ 13 bilhões em posições compradas no mercado futuro de dólar. Na prática, essa exposição significa uma aposta na alta da moeda norte-americana.

Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em forte alta nesta segunda-feira, contagiada pelo bom humor dos mercados mundiais, que também sobem. Por volta das 17h20, o Ibovespa, principal índice, subia 8,21%, aos 38.248 pontos. Wall Street também opera em alta, com os investidores mantendo o otimismo à espera de uma solução para as montadoras do país.

Outro ponto que ajuda as ações brasileiras é a valorização no preço do petróleo. O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, disse que não há acordo sobre um corte de produção, mas que, se ele acontecer, será severo.

Embora ainda estejam receosos de tratar os ganhos desta segunda-feira como sinal de alguma tendência de recuperação no mercado acionário, os operadores apontam que a Bolsa pode estar iniciando o tradicional rali de alta que marca o final do ano. "Pode ser cedo para afirmar isso, mas a perda no ano é muito grande ainda e isso abre espaço para um rali neste mês", comentou um operador.

O forte desconto no preço das ações e a presença marcante de "papéis baratos", segundo os profissionais, também podem estimular compras neste final de ano.

(Com informações do Valor Online, Reuters e Agência Estado)

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