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Dólar fecha em alta, a R$ 2,345, apesar de leilões do BC

O Banco Central vendeu US$ 1,270 bilhão aos bancos para repasse a exportadores e mais cerca de US$ 230 milhões no mercado à vista, mas conseguiu apenas conter parte da alta do dólar hoje. A moeda se apreciou ante o real pela terceira sessão consecutiva.

Agência Estado |

O dólar comercial subiu 0,73%, para R$ 2,345; na BM&F, o dólar negociado à vista avançou 0,84%, a R$ 2,3460. Em meio a um fluxo cambial considerado pequeno, mas negativo, o giro financeiro total diminuiu 42%, para cerca de US$ 2,184 bilhões.

A correção do dólar foi amparada hoje na retomada da aversão ao risco nos mercados. A queda de 2,7% - acima do esperado e pelo sexto mês seguido - das vendas no varejo em dezembro ante novembro nos EUA, o recuo também maior que o previsto de 1,6% em novembro ante outubro da produção industrial dos 15 países da zona do euro e temores renovados sobre o setor financeiro internacional justificaram vendas de ações nas bolsas globais e de commodities (matérias-primas) e nova correção do dólar em relação ao euro e ao real.

O setor bancário chamou atenção pelas más notícias relacionadas a balanços e ao capital de algumas das maiores instituições financeiras. Analistas do Morgan Stanley disseram que o HSBC - maior banco europeu em termos de capitalização de mercado - precisa levantar entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões em capital e reduzir seu dividendo pela metade. O Deutsche Bank anunciou que deve ter um prejuízo de aproximadamente 4,8 bilhões de euros no quarto trimestre de 2008. Já o Barclays, em Londres, foi alvo de comentários de que o banco cortará mais de 4 mil funcionários.

Do lado interno, o fluxo cambial negativo de US$ 873 milhões neste mês até o dia 9 reforçou as dúvidas em relação à potencial redução da balança comercial e dos ingressos de investimentos estrangeiros diretos no País este ano, disse o gerente de câmbio da B&T Corretora, Marcos Traboldi. Segundo ele, incertezas sobre o tamanho do corte da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, na próxima semana, também induziram os ajustes de posições compradas em dólar.

No mercado à vista, o dólar bateu a mínima do dia, de R$ 2,3040 (queda de 1,03%) depois da abertura, mas devolveu em seguida as perdas em sintonia com o cenário externo negativo. A moeda iniciou a tarde na cotação máxima do dia, de R$ 2,360 (alta de 1,37%).

Mais cedo, o Banco Central informou que o fluxo cambial neste mês até o dia 9 ficou negativo em US$ 873 milhões - em igual período do ano passado, o resultado havia sido negativo em US$ 2,061 bilhões. A saída líquida de dólares na conta financeira até 9/1 somou US$ 363 milhões no período (com entradas de US$ 5,793 bilhões e saídas de US$ 6,156 bilhões) e o déficit comercial ficou em US$ 510 milhões (com exportações de US$ 2,117 bilhões e importações de US$ 2,627 bilhões).

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