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Dólar fecha em alta, a R$ 2,169, apesar de leilões do BC

A alta do dólar perdeu força ante o real à tarde em sintonia com o aumento da valorização da Bovespa e a manutenção dos ganhos dos índices de ações em Wall Street até por volta das 16 horas. Contudo, a moeda norte-americana permaneceu em terreno positivo pela segunda sessão seguida, por causa de demanda pontual de empresas que necessitam fazer remessas para cobrir compromissos no exterior, disse um operador de uma corretora.

Agência Estado |

O dólar comerciou encerrou o dia em alta de 0,60%, cotado a R$ 2,169, depois de oscilar entre R$ 2,16 e R$ 2,201. Na BM&F, o dólar negociado à vista encerrou com taxa de R$ 2,167, com avanço de 0,42%. O giro financeiro total somava cerca de US$ 3,568 bilhões no encerramento dos negócios.

"Neste momento, a pressão sobre o dólar reflete cautela com o equacionamento da crise de liquidez em dólar e seu impacto sobre a balança comercial, que vem mostrando importação mais acelerada do que exportação. Soma-se a isso a liquidação residual de operações de derivativos de câmbio e algumas remessas de lucros com a proximidade do fim de ano", observou o economista Alex Agostini, da Austin Rating.

Para a economista Thais Zara, da Rosenberg & Associados, o menor superávit da balança comercial em outubro na comparação com setembro é, em parte, o reflexo do aumento das importações com vistas ao aumento das vendas no final do ano para o Natal. Conforme informou hoje o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em outubro a balança comercial registrou um superávit de R$ 1,2 bilhão ante um saldo positivo de US$ 2,762 bilhões em setembro, o que representou um valor 56,55% menor. "Além do efeito das importações por conta do Natal, há que se destacar o fato de que a maior parte da safra agrícola já foi embarcada, o que reduz o volume e o valor das exportações", apontou Zara.

O Banco Central até ajudou a aliviar a pressão sobre as cotações provendo o mercado com cerca de US$ 1,338 bilhão, através de um leilão de venda direta (de cerca de US$ 500 milhões) e outro de swap cambial (de cerca de US$ 838 milhões). Mas não foi suficiente. Houve ainda alguma operação residual de liquidação de posições em derivativos de câmbio por parte de empresa, possivelmente a Aracruz, que ajudou a pressionar as cotações, afirmou um analista de um banco estrangeiro.

A desaceleração da alta do dólar ocorreu quase que simultaneamente à ampliação da valorização da Bovespa, que está sendo amparada pelas ações da Vale e de bancos, especialmente Itaú e Unibanco, após a unificação dessas instituições anunciada hoje.

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