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Dólar fecha em alta, a R$ 1,647, com pouca liquidez

O dólar encerrou o dia em alta ante o real, com número reduzido de negócios em razão do feriado do Dia do Trabalho nos EUA. As notícias vindas da Europa sobre a economia enfraquecida - levando o euro a ceder ante o dólar - e o recuo do petróleo em razão do furacão Gustav - agora rebaixado para categoria 1 - deram o mote hoje no mercado de câmbio.

Agência Estado |

Internamente, as boas notícias - índice de preços, balança comercial e pesquisa Focus - não tiveram influências sobre os negócios no câmbio, até porque já eram esperadas pelo mercado.

Segundo um operador, o dólar acompanhou o fluxo internacional. "Aqui, o fluxo está pequeno. Quase não existe mercado", disse a fonte, ressaltando, no entanto, que embora o dia tenha sido "fraco", foi possível observar bancos comprando posições. "Hoje vimos alguns bancos comprando posições ao contrário de vender. Mas não dá para dizer que é uma tendência, hoje é um dia atípico", disse o profissional.

O dólar comercial subiu 0,86% e terminou o dia cotado a R$ 1,647, após oscilar entre a mínima de R$ 1,640 e a máxima de R$ 1,648. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista ganhou 1,00%, a R$ 1,646. O giro financeiro total à vista caiu 69%, para cerca de US$ 1,350 bilhão.

No mercado internacional, o dólar iniciou os negócios pressionado contra o iene, com aversão ao risco provocada por incertezas sobre o eventual impacto do furacão Gustav, que está próximo à costa norte-americana do Golfo do México, nos preços do petróleo. Às 16h32 (de Brasília), o dólar caia 0,55% para 108,21 ienes. Ao longo do dia, no entanto, o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês) informou que o furacão Gustav se enfraqueceu da categoria 2 para categoria 1. O NHC também disse que os especialistas esperam um "enfraquecimento adicional" do furacão conforme ele se move sobre a terra na Louisiana. Por conta disto, o petróleo opera em queda. Às 16h28 (de Brasília), o petróleo WTI perdia 3,78%, a US$ 109,74 o barril, no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York.

A moeda européia, por sua vez, é pressionada pelos indicadores divulgados hoje na zona do euro. Às 16h33 (de Brasília), o euro perdia 0,46% para US$ 1,4606. As vendas no varejo da Alemanha caíram mais do que o esperado em julho, em 1,5%, enquanto economistas ouvidos pela Dow Jones previam queda de 0,4%. A atividade do setor de manufatura na zona do euro se contraiu pelo terceiro mês seguido em agosto, com as fábricas alemãs registrando declínio na produção pela primeira vez em três anos.

Internamente, os destaques foram os dados da balança comercial, considerados bons, mas sem força para ter impacto no mercado. Em agosto o superávit da balança comercial atingiu US$ 2,269 bilhões. O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de agosto garantiu mais um bom resultado ao subir 0,14%. Na pesquisa Focus, que congrega previsões do mercado para os principais indicadores econômicos brasileiros, as projeções para a inflação de 2009 não foram alteradas, mas permanecem em níveis elevados. O levantamento mostra que a estimativa do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano que vem segue em 5%.

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