Depois de oscilar entre leves quedas e altas, o dólar encerrou a última sessão de agosto praticamente estável em relação ao real. O dólar comercial subiu 0,06%, para R$ 1,633.

Em agosto, acumulou alta de 4,55%. No ano, porém, ainda registra queda de 8%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista caiu hoje 0,15% e fechou cotado a R$ 1,6297. No mês, subiu 4,33% e, no ano, recua 8,32%.

Apesar do fechamento desigual do dólar hoje, o movimento de alta das cotações prevaleceu na maior parte do dia, motivado por interesses relacionados à formação da taxa média (ptax) de fim de mês, pela queda do petróleo no mercado internacional e pelos dados dos EUA considerados ruins pelo mercado. Com os ajustes de posições de fim de mês, o volume de negócios cresceu 32%, para cerca de US$ 5,878 bilhões.

A maior disputa em torno da formação da ptax de fim de mês aconteceu no período da manhã, disse um operador de uma corretora. A ptax de venda de hoje servirá na segunda-feira para a liquidação dos contratos futuros de dólar com vencimento em setembro na BM&F e também para os ajustes do vencimento de US$ 1,3 bilhão em contratos de swap cambial reverso, que teve rolagem de 80% desse volume esta semana.

Na sessão vespertina, segundo um profissional, os negócios foram reduzidos. "O mercado apenas administrou posições de giro", disse a fonte. O feriado em comemoração ao Dia do Trabalho, na segunda-feira nos EUA, fez os investidores anteciparem suas operações em razão, também, do fechamento de alguns mercados mais cedo hoje em Nova York.

No mercado futuro, aparentemente "os comprados em dólar" foram beneficiados na disputa pela ptax hoje. Segundo a BM&F, dos dez vencimentos negociados, seis projetaram alta e quatro, queda.

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